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Justiça

Réu depõe no júri, nega intenção de matar e pede perdão à mãe da vítima

Públicado em Por RD Uirapuru / Leandro Vesoloski

Durante a sessão do Tribunal do Júri realizada nesta sexta-feira (9), no Forum de Passo Fundo, o réu Michael Francisco da Silva Viega prestou depoimento e apresentou sua versão sobre os fatos que resultaram na morte do segurança Emerson Alexsander Vaz Ferreira, ocorrida em 4 de agosto de 2024, em frente a uma boate na Rua Fagundes dos Reis.

Em seu relato ao Conselho de Sentença, o réu afirmou que retornou ao local do crime por medo, alegando que havia sido agredido por seguranças da casa noturna. Ele confirmou as agressões e voltou a ressaltar que se sentia ameaçado.

Michael também declarou que possuía a arma utilizada no crime para fins de caça, classificando a garrucha como “uma arma velha”. Segundo ele, não havia intenção de matar no momento do disparo. “Queria dar um susto”, afirmou o réu. O réu, durante seu depoimento, pediu perdão à mãe da vítima, que acompanhava a sessão.

Ainda durante o interrogatório, o acusado confirmou que se apresentou voluntariamente à Delegacia de Polícia logo após os fatos, onde prestou depoimento e foi liberado. Posteriormente, segundo ele, voltou a ser preso no mês de setembro.

O réu também confirmou que já cumpriu pena no estado do Mato Grosso por tráfico de drogas, informação que consta nos autos do processo. Ao longo de todo o depoimento, voltou a enfatizar o medo como fator central de suas atitudes, relatando inclusive que carros estariam rondando sua casa no dia que do crime.

Tanto os depoimentos das testemunhas quanto o interrogatório do réu foram breves, o que deve contribuir para que os debates e a decisão do júri ocorram de forma mais rápida ao longo da sessão.

O julgamento segue sob a presidência do juiz Victor Mateus Bevilaqua, com acusação a cargo da promotora Melissa Stein e defesa conduzida pelos advogados José Paulo Schneider e Nelci Ferraz.