Chacina da Cohab: Claudiomir Rizotto reforça que “não havia plano para matar mais ninguém além de Diênifer”
Claudiomir Rizzoto falou pela primeira vez como réu na noite desta quinta-feira (13), durante seu julgamento pela participação na Chacina da Cohab, em Passo Fundo. Ele seguiu a mesma linha adotada por sua irmã, Fernanda Rizzotto, e optou por não responder às perguntas do Ministério Público, limitando-se a responder apenas aos questionamentos do juiz que preside a sessão e às indagações de suas advogadas.
Em seu depoimento, Claudiomir afirmou que foi ameaçado por “Costinha” e que ooo mesmo já teria uma equipe contratada para executar o crime. Disse ainda que o suposto plano tinha como alvo somente Diênifer, negando que houvesse intenção de matar outras pessoas.
Claudiomir contou que, durante o período em que esteve foragido, trabalhou na agricultura em uma chácara de dois idosos no interior de São Francisco de Paula. Afirmou que decidiu se entregar em Vila Maria e que ficou apavorado ao saber que três pessoas haviam sido mortas — reação que, segundo ele, Fernanda também teve. Disse ainda que não sabe quem seriam os executores e que tem receio pela própria família.
O réu afirmou que se arrepende do que aconteceu, ressaltou que não foi abandonado pela família e relatou que recebe visitas regularmente no presídio.
O primeiro dia do júri foi encerrado no fim da noite e será retomado nesta sexta-feira com a fase dos debates. Defesa e acusação terão duas horas e meia cada, além de mais duas horas para réplica e outras duas para tréplica, podendo totalizar até nove horas de debates.