Skip to content

Comportamento

A felicidade não se compra e está nas coisas mais simples da vida

Públicado em Por RD Uirapuru / Zulmara Colussi

Ser feliz não significa evitar dificuldades, mas cultivar recursos internos e externos para navegar por elas com resiliência e sentido. É uma construção diária, feita de escolhas conscientes, conexões autênticas e uma atitude de apreço pela vida como ela se apresenta. A busca pela tal da felicidade é uma constante na vida das pessoas, que sempre estão tentando viver no futuro. Isso quer dizer que, na maioria dos casos, as pessoas pensam que se lutarem para ter um carro, uma casa nova, uma roupa ou uma viagem estarão alcançando a felicidade. No entanto, são momentos passageiros que nos colocam na realidade. A vida não é uma constância, e este foi o recado dado pelos convidados do programa Sem Segredo de sábado, que trouxe o tema para o debate.

O psiquiatra Érico Hecktheuer, por exemplo, explicou que a medicina entende a felicidade como a ausência de sofrimento e a satisfação momentânea de desejos. Segundo ele, uma pesquisa identificou que pessoas que ganham na loteria, mesmo se tornando milionárias, costumam ficar felizes por isso não mais do que um ano e depois passam a enfrentar uma série de problemas decorrentes, caso não estejam preparadas para a nova vida. Ouça o que o psiquiatra disse no programa:

O professor de filosofia e sociologia Tatiel Zart lembrou que a felicidade é um assunto sobre o qual a filosofia se debruça ao longo da história, e os conceitos foram mudando conforme a evolução da humanidade, até a Revolução Industrial, quando as relações passam a ser baseadas no que se produz e consome. Segundo ele, não é incomum ouvirmos pessoas dizer que não podem parar de trabalhar, porque elas não terão valor social e, portanto, não serão mais felizes. No entanto, na visão de Tatiel, não é assim que a felicidade se apresenta:

 

A psicóloga e professora da Atitus, Tatiana Gassen, disse que a felicidade hoje está muito vinculada a ter algo, como se este sentimento fosse um produto. E é aí que reside o problema, podendo gerar mais do que frustrações, afetando a saúde mental. Não é incomum as pessoas entrarem em depressão por não alcançar algo tão almejado ou por se sentirem incapazes e inferiores em relação a outros. Tatiana também alerta que ser ou estar feliz não é um processo individual, mas sim coletivo: