MPRS inaugura espaço para atendimento de vítimas em Passo Fundo
O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) inaugurou na manhã desta terça-feira, 1º de abril, em Passo Fundo, o sétimo espaço para atendimento de vítimas no Estado. É o sexto no ano. Além de seis no Interior, um deles, o primeiro, foi aberto em Porto Alegre, em dezembro de 2023. Ainda haverá um oitavo, em breve, na cidade de Santo Ângelo.
Em Passo Fundo, o local foi inaugurado no prédio do Ministério Público pelo procurador-geral de Justiça, Alexandre Saltz. Conforme ele, esse é o novo MPRS, mais próximo da sociedade, empático e de portas abertas. Quem procura o Ministério Público, sabe que tem no órgão uma referência no atendimento e vê uma instituição que pode ajudar a resolver ou encaminhar os seus problemas.
De acordo com Saltz, o objetivo de acolher as vítimas é para acabar com a negligência, colocando a vítima como protagonista e a atenção central do processo. Para isso, o MP quer atender as vítimas de crimes, orientá-la quanto aos seus direitos e respeitar o tempo e o espaço de cada um.
Conforme a coordenadora da Central de Atendimento às Vítimas no município, promotora de Justiça Clarissa Ammélia Simões Machado, o espaço “bem me quer” foi estruturado com uma ambientação voltada ao acolhimento de todas as vítimas que precisam de informações e atendimento do Ministério Público. Clarissa explica que esse é um espaço para quem precisa de apoio, esclarecimentos relacionados à situação de vitimização em que se encontra, seja em razão de crime, calamidade ou de outras relações jurídicas e sociais.
Para a promotora de Justiça Alessandra Moura Bastian da Cunha, coordenadora do Centro de Apoio Operacional Criminal e de Acolhimento às Vítimas, é uma honra ser a idealizadora desse projeto que se tornou uma política institucional do Ministério Público. O espaço serve para que as pessoas entendam como funciona o andamento do processo penal e orientadas quanto aos próximo passos. Ela explica que muitas vezes o autor do crime tem mais informações e explicações do que a vítima, que fica sem entender o que está acontecendo.