Justiça é humana, logo é falível e está sujeita a interpretações, afirma jurista
A revogação do mandado de prisão do empresário gaúcho Jeferson Bueno e o pagamento de fiança, causou revolta também entre os ouvintes da Rádio Uirapuru, que manifestaram a sua indignação durante toda a programação de ontem (23).
Mesmo tendo ocasionado a morte da passo-fundense Cristiane Flores e sequelas no seu esposo Nilandre Lodi, que precisou amputar as duas pernas, a justiça determinou para o empresário a fiança de R$ 23 mil e a suspensão do direito de dirigir por dois anos. Bueno tem ainda que comparecer todo mês em juízo para informar residência.
O advogado Osmar Teixeira explicou que todos são iguais perante a lei, mas não existe um critério de decisão uniforme para os juízes. Cada processo tem uma particularidade que deve ser examinada pelo juiz, pelo advogado de defesa e pelo acusador.
O fato de a Justiça ser humana, nesse sentido, demonstra que ela também é falível e está sujeita a interpretações.
O advogado destacou que não há outra forma de se reparar as injustiças que não seja pelo caminho da lei. Ressaltou que é preciso crer que a justiça como um todo, incluindo advogados, o Ministério Público e os juízes, é o único instrumento capaz de pacificar o tecido social.