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Justiça

Policiais que registraram desaparecimento de Miguel e atenderam ocorrência relatam frieza de Yasmin

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

Encerrou o depoimento dos dois policiais que atuaram na ocorrência envolvendo o menino Miguel em Imbé em julho de 2021. O júri que poderá condenar mãe e madrasta da criança morta no Litoral Norte acontece desde as 09h desta quinta-feira no Foro de Tramandaí.
Jeferson Luciano Segatto é policial militar há 15 anos. Ele relatou como foi o atendimento prestado às rés e destacou a frieza e tranquilidade de Yasmin, mãe do garoto de sete anos.

O que eu pude notar, naquele momento, é a tranquilidade dela (Yasmin) em narrar o sumiço de um filho”, afirmou o PM.

Segatto contou o que ouviu durante a confissão feita por Yasmim.

Ela falou para nós que não tinha nenhum sentimento pelo menino”.

O policial relatou também que a mãe de Miguel foi questionada se ao jogar o menino no rio, o corpo havia boiado ou afundado e ela teria respondido com frieza que não sabia, pois “havia jogado, virado as costas e ido embora”.

Já o policial Icaro Benhur Pereira, terceira testemunha ouvida em plenário durante a sessão do Júri, contou que Yasmin admitiu ter trancado o filho em um poço de luz, administrado medicamentos como fluoxetina e colocado o corpo da criança em uma mala.

O policial disse que a mãe contou ter carregado o corpo, e quando questionada se o corpo cabia na mala ela teria respondido “cabe, sim, dobrei a perninha pra facilitar que eu abrisse e ele escorregasse pra dentro do rio”.

Emocionado, o policial Icaro afirmou que não suportava mais ouvir o relato de Yasmin sobre a morte do filho.

O pessoal acha que porque é policial militar, não sente. Aqui atrás o coração bate igual. Eu não aguentava mais”, disse.

A quarta testemunha a ser ouvida é uma idosa, dona da pousada onde Miguel morou com a mãe e a madrasta.

Acompanhe as informações sobre o julgamento no FM 102.5 através dos boletins do repórter Leandro Vesoloski que acompanha o Júri e atualiza o caso.