Chacina da Cohab: réu chora durante depoimento e diz que é inocente
Ocorre hoje, no fórum de Passo Fundo, o julgamento de Eleandro Roso, acusado de ser um dos mandantes do triplo homicídio ocorrido em 2020 no Bairro Cohab I.
Eleandro é morador de Casca e está preso desde o ano de 2020.
O júri começou às 8h com o sorteio dos sete jurados da comunidade, sendo mulheres e um homem.
O réu foi ouvido por volta das 14h15. No depoimento, emocionado, ele relata ser inocente e não estar envolvido na morte das três pessoas.
Eleandro relatou, por diversas vezes, que amava Dienefer e queria viver a vida com ela e a filha do casal, fruto de um relacionamento extraconjugal.
Às 15h20 iniciou os debates. O promotor do Ministério Público, Fernando Alves, destacou que Eleandro mentiu no seu depoimento e apresenta documentos aos jurados mostrando contradições do Eleandro.
A Rádio Uirapuru acompanha o julgamento com o repórter Bruno Reinehr. Sintonize Uirapuru FM 102.5

SOBRE O CRIME
A investigação da polícia apurou que Dienifer trabalhou em uma propriedade rural, em Casca, e teve uma relação extraconjugal com seu patrão, Eleandro, que é casado. Na relação, Dienifer engravidou do homem, porém escondeu que estava grávida e depois teria iniciado chantagens contra o ex-chefe.
Através dessas informações, a Polícia Civil concluiu que Eleandro, a esposa dele e o cunhado planejaram matar a ex-funcionária, por estarem sendo extorquidos.
Cinco pessoas foram indiciadas pelo crime: O ex-patrão de Dienefer, a mulher dele Fernanda Rizzotto, e o irmão dela Claudiomir Rizzotto que foram apontados como mandantes. Ainda, Luciano Costa dos Santos, ex-pm e a mulher dele, Monalisa Kich Anunciação que foram contratados para matar. Os dois contratados terceirizaram o trabalho e contrataram dois matadores, que até hoje não foram identificados.
Os irmãos estão foragidos e a mulher do ex-pm responde o processo em liberdade.
O PLANEJAMENTO DA EXECUÇÃO
Segundo a Polícia Civil, a mulher do ex-pm comprou um celular da vítima, via internet. Ela foi até a residência buscar o aparelho, acompanhada de um taxista e efetuou registros fotográficos dentro da residência.
A morte aconteceu quando a vítima receberia supostos interessados em uma estante, também anunciada pela internet. Até hoje os dois não foram identificados.
De acordo com informações divulgadas pela Delegacia de Homicídios na época dos fatos, Alessandro e sua filha, Ketlin Padia não eram alvos da execução. Os criminosos entraram na casa com o objetivo de matar Dienifer, mas os dois também acabaram mortos pelos executores.