Para jurista, Operação Lava Jato perde com a saída do juiz federal Sérgio Moro
Na manhã de ontem (1º) o juiz federal Sérgio Moro anunciou que, após encontro com o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), aceitou o convite de ser nomeado a partir de janeiro como novo ministro da Justiça e Segurança Pública do Brasil. O encontro entre o magistrado e o novo presidente aconteceu no Rio de Janeiro, na casa de Bolsonaro.
Em entrevista na Uirapuru, o jurista Dárcio Vieira Marques disse que, a Operação Lava Jato perde com a saída do juiz, em razão de que todos os processos que estão na 13º Vara de Curitiba vão para outro magistrado. Para o jurista, Moro como ministro da Justiça pouco poderá fazer, pois o órgão serve como uma assessoria ao presidente e ao Poder Executivo.
O Dr. Marques disse que, pelo observado até agora, os pensamentos tanto do juiz, quanto do presidente eleito, de certa forma acabam correspondendo. O jurista explicou que o trabalho de ministro não tem nada a ver com o Poder Judiciário, pois a função de ministro é politica e não jurídica. Para o advogado, a decisão do presidente em convidá-lo para o ministério é uma preparação para que Moro assuma uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).
Dárcio explicou que, com o status de ministro, ele fica mais projetado para que possa assumir o cargo junto ao STF. O jurista afirmou não ter nenhuma dúvida que o juiz estaria muito melhor e confortado em seu nicho de atuação se estivesse no Supremo. Conforme Dárcio, na atual composição da corte não se vê nenhum magistrado que tenha o conhecimento e preparo técnico como Moro tem e a visão dos crimes que se exige.
Para o jurista, Sérgio Moro no Supremo traz outro porte e visão para a corte, fazendo uma tipo de redenção à Suprema Corte Brasileira.