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Justiça

Caso Lorivan: suspeito de participação na morte de PM aposentado é solto pela Justiça

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
caso lorivan

O caso do policial da reserva Lorivan Antônio de Mattos, morto por Rodrigo Flávio Domingues no dia 23 de fevereiro, teve novo desdobramento.

Um homem apontado como um dos envolvidos na morte do PM aposentado foi solto na última semana.

O CASO

A Polícia Civil, que investigou o caso desde o primeiro momento, na ocasião tratado como desaparecimento e depois, através de confissão de Rodrigo, descoberto ser um assassinato, apontou que o construtor Rodrigo Flávio Domingues e o filho Wellington premeditaram o crime, com a participação de Jonathan Itamar Hannecker A motivação seria dívidas e desavenças em negócios.

A delegada Daniela de Oliveira Minetto, que investigou o caso, explicou que o crime foi premeditado e houve uma emboscada. Jonathan é morador de Passo Fundo, sendo que trabalhava como pedreiro em obras de Rodrigo.

Daniela explicou que a alegação de Rodrigo, onde o mesmo informou que o assassinato se deu em uma questão de defesa durante briga, não se confirmou, pois Lorivan foi morto em Passo Fundo de forma premeditada, no perímetro do Jaboticabal até o Parque do Sol.

A delegada disse ainda que houve toda uma montagem do sumiço dos dois em fevereiro para acobertar o crime premeditado. O laudo pericial sobre a causa da morte de Lorivan deu causa indeterminada, porém com sinais de asfixia.

JONATHAN SOLTO

Jonathan Itamar Hannecker obteve na última quinta-feira, dia 9 de junho, habeas corpus que colocou o acusado em liberdade depois de mais de 90 dias de prisão.

A reportagem policial da Rádio Uirapuru entrou em contato com a defesa do preso. Segundo os advogados Vicente Teston Machado e Fábio Artur de Mello, seu cliente “não tem qualquer vinculação com o crime e trabalha para que em breve o caso seja elucidado sendo declarada a absolvição de Jonathan, uma vez que o mesmo não teve qualquer participação no crime que, inclusive, já possui um réu confesso que em depoimento declarou ser o único autor do homicídio”.

Os outros dois apontados, pai e filho, permanecem recolhidos no presídio.

NOTA DA DEFESA DE JONATHAN

A defesa técnica de Jonathan Itamar Hannecker Diniz, acusado pela polícia civil, em tese, de ter participado do homicídio qualificado do policial militar aposentado, Lorivan Antônio de Mattos, obteve na última quinta-feira, dia 9 de junho, habeas corpus junto a 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, o qual colocou o acusado em liberdade depois de mais de 90 dias de prisão, somados os períodos de cárcere temporário e preventivo.

Na ordem de soltura acolhida por unanimidade pelos componentes da 1ª Câmara, a relatora afirmou que “não ignora a gravidade dos fatos supostamente praticados”. No entanto, levou em consideração que não existe demonstração de perigo de liberdade e, por ser o indiciado réu primário e não responde por nenhum outro expediente criminal, inexiste demonstração clara de perigo de liberdade.

A tese apresentada pela defesa de Jonathan foi recebida no tribunal por não haver, segundo o relatório, periculosidade na conduta do paciente, nem risco de reiteração de conduta ilícita, além de não ter até o momento aportado aos autos elementos concretos sobre sua participação nos fatos.

A defesa de Jonathan, que é conduzida pelos advogados Vicente Teston Machado e Fábio Artur de Mello, reafirma, em primeiro lugar, que seu cliente não tem qualquer vinculação com o crime e trabalha para que em breve o caso seja elucidado sendo declarada a absolvição de Jonathan, uma vez que o mesmo não teve qualquer participação no crime que, inclusive, já possui um réu confesso que em depoimento declarou ser o único autor do homicídio.

Os advogados se colocam à disposição para mais informações acerca da condução da defesa e do processo que tem marcado para o final do mês de julho audiência de oitiva de testemunhas e dos acusados.”

VICENTE TESTON MACHADO FÁBIO ARTUR DE MELLO

OAB/RS 84.999 OAB/RS 99.066