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Comportamento

Emoção, Afeto e Comportamento: relação abusiva começa pelo ciúme e controle

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto

A violência contra a mulher há muito é motivo de preocupação das autoridades e os mecanismos de defesa evoluíram através dos anos, muito, é verdade, por conta dos crimes já cometidos contra as mesmas. Talvez o avanço mais significativo possa ser apontado como a Lei Maria da Penha, sancionada pelo presidente brasileiro em 2006 e que determinou penas para os diferentes tipos de violência contra a mulher, antes até mesmo não previstos na lei.

 

A lei criou juizados específicos para tratar desta questão, dando mais espaço para o problema e facilitando o acesso.  O assunto foi abordado no programa Emoção, Afeto e Comportamento na Uirapuru, nesta semana, e que tem a apresentação do psiquiatra Erico Hecktheuer e Vinicius Brammer.  A convidada na recente edição do programa foi a Delegada Rafaela Bier, titular da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher.

 

A delegada explicou que 2021 encerrou sem feminicídios registrados em Passo Fundo.  No entanto, em 2022, a cidade já teve dois casos com autoria apontada e um terceiro ainda em investigação.  Isso preocupa e pede uma resposta conjunta dos órgãos de segurança.  A delegada, destacou, no entanto, que o número de casos conhecidos da polícia revela que as vítimas estão denunciando mais.  Isso pode não ser reflexo de aumento na violência, mas de casos que existiam em uma maneira linear, mas não eram conhecidos por não serem denunciados pelas vítimas.

 

A delegada alertou que a violência contra a mulher nunca chega de uma vez só na vida da vítima.  Ela dá sinais de que poderá acontecer através de um relacionamento abusivo.  Estes sinais geralmente se traduzem em ciúmes, seja das amizades da mulher, tipo de roupa e relações familiares.  Muitas vezes a vítima não nota isso e pensa que o ciúme é uma demonstração de amor, quando na verdade é de poder, alerta a delegada.