Skip to content

Justiça

A pedido da Coleurb, liminar suspende licitação do transporte de Passo Fundo

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
Imagem não disponível

Por decisão da justiça, está suspensa até segunda ordem a licitação do transporte coletivo de Passo Fundo. A liminar foi concedida nesta segunda-feira (18), com base em uma ação movida pela Coleurb que envolve a inviabilidade de habilitação da empresa vencedora da licitação, a Stadtbus. A empresa Coleurb é responsável hoje por mais de 75% do transporte de passageiros da cidade.

 

O advogado da Coleurb, Dr. Rafael Maffini, explicou à Uirapuru que a empresa apontou outras deficiências de informações técnicas no edital, mas estas ainda estão sob análise.

 

O jurista frisou que a Coleurb tem um histórico de excelente qualidade na prestação de serviços e tem pleno interesse de participar de um processo licitatório, desde que o edital leve com seriedade as características técnicas, econômicas e financeiras da realidade do serviço do transporte coletivo da cidade.

 

Durante o Repórter do Povo desta segunda-feira, a diretora da Coleurb, Paula Bulla, pontuou os motivos da empresa para não ter apresentado proposta e ter solicitado a impugnação do edital. O primeiro deles é que no edital consta como obrigatório motor traseiro na frota, sendo que nos últimos dias da entrega das propostas a prefeitura aceitou o motor dianteiro, mas sem nenhuma modificação à licitação.

 

Para a Coleurb, esse esclarecimento deveria ter sido por errata para que outras empresas tivessem o conhecimento e a oportunidade de participar. Explicou que o cálculo tarifário apresentação no edital, de R$ 3,25, é referente a apenas motor dianteiro.

 

Outro questionamento da Coleurb foi em relação a falta de informações sobre as linhas que a Codepas deve operar, que também devem influenciar no cálculo tarifário. Ainda, foi levantado que não há clareza em relação aos custos de implementação da bilhetagem eletrônica.

 

Paula reafirmou que a empresa é a favor da licitação, mas cobra que ela seja clara e ofereça uma segurança jurídica.

 

Pela garantia dos empregos, os trabalhadores da Coleurb e da Transpasso protestaram hoje em frente a Prefeitura. São ao todo 570, sendo que muitos, no caso da Coleurb cerca de 20%, possuem mais de 20 anos de empresa.