Processos da Comarca de Passo Fundo deverão ser digitalizados até final de novembro
No mês de julho, a Rádio Uirapuru recebeu nos estúdios a visita de juízes da Corregedoria-Geral da Justiça, que vieram a Passo Fundo para tratar um importante assunto sobre digitalização de processos.
A cidade foi escolhida como a primeira comarca a iniciar este procedimento e a empresa contratada já iniciou o serviço.
Em entrevista na Uirapuru, a juíza Coordenadora do Foro de Passo Fundo, Ana Paula Caimi, lembrou que o Tribunal de Justiça do RS dividiu o estado em cinco regiões, sendo que cada uma delas teria uma licitação.
A empresa TecFy venceu a da região de Passo Fundo e na última se instalou para iniciar o processo de digitalização. Ana Paula Caimi destaca que parte do acervo do município já está sendo digitalizado e a expectativa é que praticamente todos os processos vão tramitar em forma de processo eletrônico até o final de novembro.
De acordo com a juíza, a digitalização vai alcançar em torno de 35 mil processos do acervo físico, o que representa a liberação de um grande volume de papel que dificultava a liberação de espaço para fazer arquivamentos.
No total, são 103 mil processos em Passo Fundo, sendo que 40 mil já estão tramitando em formato eletrônico e um pequeno resíduo do acervo não será digitalizado devido aos processos já estarem chegando no fim. Ao digitalizar todos os processos, o cidadão terá agilidade, não precisando ir fisicamente até o Foro.
Além disso, o sistema é seguro, já que nenhum processo foi perdido quando houve um ataque de hackers no começo do ano.
Processos judiciais ficarão mais rápidos e baratos de forma eletrônica
Uma das grandes vantagens do processo judicial eletrônico é a agilidade no seu trâmite, segundo a juíza Coordenadora do Foro de Passo Fundo, Ana Paula Caimi.
Ainda em entrevista na Uirapuru, ela destacou que o processo ficará 35% mais rápido de forma eletrônica, eliminando tarefas que antes eram feitas pelos servidores do poder judiciário e agora serão feitas automaticamente.
Além de liberar espaço físico e ser mais rápido, o processo eletrônico também trará mais economia aos foros. De acordo com Ana Paula Caimi, o processo físico custa ao Poder Judiciário cerca de R$ 3.500, enquanto o eletrônico tem preço 40% mais barato.
A juíza destaca ainda que todos os servidores estão preparados e qualificados desde 2018 para o novo formato de trabalho. Um treinamento vinha sendo feito e agora espera-se um grande avanço nas comarcas, eliminando processos físicos e facilitando acesso aos processos, algo tão dificultado devido a pandemia.
Ana Paula Caimi ressalta que o processo eletrônico é um ganho para todos e fará com que não se tenha mais fechamento de foros, sendo mais fácil manter as comarcas em funcionamento.