Caso Lula: jurista diz ser primeira vez que vê preso abrir mão do direito de ir para regime semiaberto
Preso desde abril de 2018, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva já cumpriu um sexto da pena de oito anos pela condenação de julho de 2017 no caso do triplex do Guarujá. Com isso, ele já obtêm o direto a progressão de pena e pode passar para o regime semiaberto. No entanto, foi divulgado nos últimos dias pela defesa do ex-presidente a decisão de não querer deixar a prisão. O fato causou estranheza e gerou polêmica no meio jurídico.
Em entrevista na Uirapuru, o advogado criminalista Dárcio Vieira Marques disse que é a primeira vez que vê um caso em que o preso renúncia o beneficio da progressão de pena. Para o jurista, a decisão de não deixar a prisão desmoraliza a campanha “Lula Livre”, defendida por seus apoiadores, uma vez que ele não quer ficar livre.
Segundo o jurista, a estratégia do ex-presidente é uma jogada de marketing. Ele acredita que Lula deve ter uma grande confiança no Supremo Tribunal Federal, na análise do Habeas Corpus que tramita na corte. Marques explicou ainda que o fato pode trazer consequências para o ex-presidente. Uma delas é a transferência de Lula da carceragem da Polícia Federal para um presídio comum. Sobre o direito de progressão, o jurista ressaltou que o benefício não inocenta o ex-presidente de sua condenação.