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História

11 de Setembro: questões de segurança e preconceito com o mundo Árabe passaram a ser frequentes após os ataques, afirma historiador

Públicado em Por RD Uirapuru / Sabrine Paludo

No dia 11 de setembro de 2001, ocorreu o maior ataque terrorista da história dos Estados Unidos. Quatro aviões comerciais americanos foram sequestrados na costa leste do país. Dois deles foram lançados contra as torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York; outro colidiu com a sede do Departamento de Defesa dos EUA, o Pentágono, em Washington D.C.; e o último caiu em uma área desabitada no estado da Pensilvânia. Ao todo, 2.977 pessoas morreram nos ataques, além dos 19 sequestradores dos aviões.

A tragédia mudou os rumos do mundo ocidental em vários aspectos, conforme destaca o historiador Adelar Heinsfeld. Em entrevista à Rádio Uirapuru, o professor afirmou que o terrorismo tem sido utilizado ao longo da história como ferramenta e arma política. Nesse contexto, Adelar enfatizou que o 11 de Setembro representa o ápice desse processo, sendo uma espécie de retaliação do mundo islâmico contra o mundo ocidental, representado pelos Estados Unidos.

Segundo o professor, a escolha das famosas torres gêmeas foi muito emblemática, pois, na época, elas simbolizavam o auge do capitalismo ocidental. O ataque de 11 de setembro trouxe inúmeras consequências e impactos. O historiador destacou que houve um impacto econômico imediato nos Estados Unidos, com a desvalorização de ações, a queda na bolsa de valores e o aumento do desemprego no país. Apesar disso, as principais mudanças ocorreram no campo da segurança.

Adelar ressaltou que, após o ataque, entrar nos Estados Unidos tornou-se muito mais difícil. Hoje, existem inúmeras normas de segurança com o objetivo de evitar novos ataques terroristas. Outro ponto destacado pelo professor, que marcou de forma negativa, foi o preconceito gerado no mundo ocidental em relação ao mundo árabe, como se todo árabe fosse um terrorista.