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História

No Sem Segredo, historiadores destacam alguns dos principais fatos históricos de Passo Fundo

Públicado em Por RD Uirapuru / Zulmara Colussi

Falar da história de Passo Fundo, na Semana do Município, já se tornou tradicional no Programa Sem Segredo. E foi o que acontece no sábado, quando três historiadores, Djiovan Carvalho, que é presidente do Instituto Histórico de Passo Fundo, Alex Antônio Vanin e Gizele Zanotto participaram do programa. A história é composta de muitas camadas e é escrita de acordo com os interesses de determinados grupos e pessoas. Por isso, a história está sempre em movimento e não é só sobre o passado. Ela se revela a todo o instante, na medida em que surgem novos fatos, documentos ou depoimentos. É assim, que a história de Passo Fundo também vem sendo contada e moldada a cada descoberta.

O município, que é o que compreende toda a área territorial, está completando 168 anos de emancipação política e administrativa. Mas a história deste lugar, que se chama Passo Fundo, começou muito antes, desde quando era ocupado pelos indígenas. Depois vieram os Jesuítas e o local passou a ser passagem de tropeiros que ligava esta região com o comércio de São Paulo. Do passo que era fundo no rio onde as tropas cruzavam veio o nome Passo Fundo.

Djiovan explica que Passo Fundo passa a existir administrativamente quando ele se torna o 4º Distrito de Cruz Alta e isso só acontece quando é instalada a ganha a Capela de Nossa Senhora da Conceição Aparecida. A questão sobre os fundadores ainda está em aberto. O Cabo Neves e Fagundes dos Reis, por exemplo, tiveram papeis diferentes na história:

Uma curiosidade revelada no programa Sem Segredo diz respeito aos cemitérios de Passo Fundo. Os primeiros campos santos como eram chamados se situaram onde hoje é a rua Independência, ao lado da Catedral e no Fredolino Chimango, local onde foram enterradas as pessoas que não tinham vínculos religiosos. Uma nova lógica de organização das cidades, no final do século 19, originou uma mudança urbana e os cemitérios foram levados para longe dos centros urbanos. Em 1902 foi inaugurado o Cemitério da Vera Cruz.

O historiador Alex Vanin destacou que Passo Fundo se transformou ao longo do tempo como um polo regional pela força do seu comércio, principal característica econômica que se manteve e cresceu ao longo do tempo. Também teve importância industrial, mas o principal fator é a sua localização geográfica: