Skip to content

Política

Wajngarten diz que carta da Pfizer ficou dois meses sem resposta

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

A CPI da Covid do Senado está ouvindo desde às 10h20 da manhã desta quarta-feira, o ex-secretário de Comunicação do governo Fábio Wajngarten. A sessão foi interrompida uma vez, porque o senador relator Renan Calheiros (MDB) e o presidente da CPI Omar Aziz (PSD) reclamaram que Wajngarten não está sendo coerente com as declarações que prestou à Revista Veja. Wajngarten declarou à revista que o governo foi incompetente ao negociar a compra de vacinas. Na CPI, insistiu que o governo sempre quis comprar vacinas.

Omar Aziz chegou a anunciar que vai pedir a gravação da revista Veja e alertou que Wajngarten pode deixar a CPI na condição de testemunha para se tornar investigado.

“Com todo o respeito que o senhor merece, se Vossa Excelência não for objetivo nas suas respostas, nós iremos dispensá-lo dessa comissão, pediremos a revista Veja que mande a gravação e o chamaremos de novo, não como testemunha, mas como investigado”, afirmou.

Sobre a negociação com a Pfizer, Wajngarten entregou uma carta que a farmacêutica encaminhou ao governo ofertando as vacinas. Em resposta ao senador Randolfe Rodrigues, disse que o governo não respondeu a carta da Pfizer a tempo. Na sequência reconheceu que a celeridade em responder era essencial, devido a alta demanda. A carta ficou dois meses sem resposta.