Vítima de homicídio em Não-Me-Toque já havia sofrido ameaças de morte do casal, afirma delegado
Na manhã desta quinta-feira (17), a reportagem da Rádio Uirapuru esteve no município de Não-Me-Toque, cerca de 65 quilômetros de Passo Fundo, para conversar com o delegado que está investigando o caso do casal apontado como autor do homicídio de Gabriela Nunes de Azevedo, de 30 anos. A vítima foi encontrada morta no dia 29 de setembro, em um tonel, na comunidade de Saudades, no interior do município.
Durante a entrevista, o delegado Gerri Adriano Mendes apresentou, com exclusividade, alguns detalhes sobre como está ocorrendo a investigação. Ele lembra que o corpo foi localizado no final de setembro e, de acordo com a necrópsia, Gabriela havia sido morta entre 10 e 15 dias antes, devido ao estado de decomposição do corpo. A partir desse momento, as investigações foram iniciadas.
Através de várias diligências, a Polícia Civil chegou à autoria do crime. Estabeleceu-se que a vítima mantinha um relacionamento extraconjugal com Alexandre dos Santos, o que veio ao conhecimento da esposa dele, Patrícia Pillati. A partir desse momento, formou-se uma espécie de triângulo amoroso, com a crescente recusa de Patrícia em aceitar a situação.
Outra informação comentada pelo delegado é que a vítima trabalhava em um negócio da família dos suspeitos. A partir de conversas extraídas do telefone, foi constatado que Gabriela temia ser morta e que estava sendo ameaçada por Patrícia.
Dessa forma, o delegado explica que todos os elementos, juntamente com outros que estão sendo coletados, apontam o casal como os principais suspeitos do crime. Sendo assim, a Polícia Civil realizou diversas representações por medidas cautelares, inclusive pela prisão preventiva dos investigados.
Na última quarta-feira (16), a Justiça decretou todas as medidas solicitadas. A Polícia cumpriu os mandados de busca e apreensão, bem como os de prisão preventiva contra o casal. No entanto, até o momento, não obtiveram êxito em localizar o casal em nenhum dos endereços em Não-Me-Toque, Passo Fundo ou Santa Catarina.
O delegado Gerri também explicou que, após cometerem o crime, os investigados tentaram destruir e apagar todas as provas que os incriminavam. Inclusive, a possível caminhonete utilizada no transporte do corpo desapareceu.
A partir de agora, Alexandre dos Santos e Patrícia Pillati estão foragidos. Qualquer informação pode ser repassada à Polícia Civil pelo telefone 197 ou à Brigada Militar pelo 190.