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Geral

Violência nas Escolas: prevenção exige diálogo, apoio às famílias e ação coletiva

Públicado em Por RD Uirapuru / Zulmara Colussi

A violência nas escolas ou contra escolas, é um problema complexo que não tem uma resposta simples. Não basta apenas aumentar a segurança ou culpar indivíduos isolados; é necessário compreender as raízes sociais e psicológicas desse fenômeno e agir de forma preventiva. A escola deve ser um espaço de formação e proteção, e garantir isso é um dever do Estado, das famílias e de toda a sociedade. E as famílias, por sua vez, tem a maior responsabilidade de cuidar verdadeiramente de seus filhos, sem terceirizar os ensinamentos que são básicos. Esta foi a conclusão do debate que o Sem Segredo fez neste sábado, sobre violência nas escolas ou contra escolas. A maioria dos ouvintes que participou reforçou o papel da família para na formação do indivíduo.

O psiquiatra Érico Hecktheuer, disse que lamentavelmente só se pensa em saúde mental quando acontece uma tragédia como a ocorrida no município de Estação, em que um adolescente armado de faca matou uma criança, feriu outras duas e uma professora.  Para o médico. Os pais precisam ficar mais tempo com os filhos, prestar atenção em suas ações e no que estão fazendo. Neste contexto, diz que a exposição às telas e à internet tem sido devastador na formação de crianças e adolescentes que poderão, mais tarde, apresentar comportamentos agressivos e violentos. Por outro lado, o psiquiatra entende que a proteção armada, neste momento, não seja a melhor alternativa, dada a complexidade do tema:

A psicóloga, professora da UPF e doutora em educação, Lisiane Ligia Mella reconhece que a família tem papel fundamental na formação de seus filhos, mas entender, por outro lado, que as famílias também precisam de apoio e culpabilizá-las simplesmente não é o melhor caminho. Segundo a psicóloga, o mundo vive um choque geracional grande. O mundo atual de crianças e adolescentes e diferente de seus pais e avós. Elas estão mais conectadas e é muito mais veloz. Por isso, de acordo com a psicóloga, o caminho do diálogo é o melhor em todos os aspectos, quer seja na família, na escola ou em outros lugares de convívio social. A educadora também falou sobre o processo seguinte à violência que é o de se recuperar de um trauma. Neste aspecto, ele é demorado e será preciso muito trabalho e acompanhamento de crianças, pais, professores e toda a comunidade escolar.