Violência contra mulheres cresce em Passo Fundo: mais de 620 vítimas foram atendidas até momento
Nos últimos dias, o número de casos de violência contra mulheres tem amentado na região. No caso mais recente, em Erechim, uma mulher foi queimada com gasolina pelo ex-companheiro.
Sabemos que a lei Maria da Penha é severa e que existe as chamadas medidas protetivas que tem como objetivo proteger a vítima do agressor. Porém, parece que isso não tem impedido os agressores de cometerem atos contra a vida de mulheres.
Conforme o comandante do Pelotão de Policiamento Comunitário do 2º Esquadrão, Tenente Erlon Cesar de Paulo, o número de vítimas tem crescido cada vez mais. Em 2020, a Patrulha Maria da Penha atendeu 520 vítimas em Passo Fundo. Neste ano, até o momento, mais de 620 vítimas foram atendidas. Ele alerta que os números podem aumentar, pois faltam três meses para o final do ano.
O tenente relata que as ocorrências mais atendidas nos finais de semana tem sido de casos de Maria da Penha. Como a violência geralmente está dentro do lar, fica difícil saber o que acontece, por isso, o tenente destaca a importância da vítima não se calar, mediante as agressões. O primeiro passo é denunciar, enfatizou.
Questionado sobre o perfil dos agressores, o tenente disse que eles tem um perfil diferente. Em geral, este criminoso não tem características aparentes como a arma em punho de um assaltante, por exemplo. Em muitos casos, sequer possui antecedentes criminais. Eles são pessoas que não demonstram ser violentas, porém quando consomem bebidas alcoólicas mudam a personalidade. Este é o relato de boa parte das vítimas, contou o tenente Erlon.