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Polícia

Violência assusta comunidade e aprisiona pessoas de bem

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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Passo Fundo figura entre as três cidades mais violentas do Estado. A cada ano, os índices se tornam mais assustadores. Mas o que preocupa mesmo é o clima de insegurança que toma conta das pessoas. Em apenas dois meses, foram registradas seis mortes violentas, a primeira, já no dia 5 de janeiro.

 

As más notícias se repetem todos os dias: roubos, furtos e tráfico. Um caso recente de latrocínio comoveu a cidade. No dia 18 de fevereiro o comerciante Osmar Antônio Drey, de 66 anos foi vítima de um assalto no bairro Edmundo Trein – COHAB 1 em Passo Fundo. O ladrão atirou em Drey enquanto ele entregava o dinheiro.

 

A vítima foi socorrida pelo filho e levada ao hospital, mas dois dias depois não resistiu a gravidade dos ferimentos e morreu. O comerciante não reagiu ao assalto e mesmo assim pagou com a vida algo que não devia. Foi mais uma vítima da violência que toma conta.

 

 

Revolta e tristeza

 

Familiares, amigos do comerciante e moradores do bairro Edmundo Trein – COHAB 1 se mobilizaram e organizaram uma manifestação na quarta-feira (24). O ato teve grande participação da comunidade e foi marcado por discursos, faixas e bandeiras com dizeres como “Chega de violência” e “A próxima vítima pode ser você”.

 

Paulo Moreira foi um dos organizadores do ato e ressaltou que a manifestação foi um apelo por mais segurança. “Além de ser uma revolta da morte do Drey virou um ato dizendo chega de violência na nossa cidade, chega da violência de ficarmos em casa, de pessoas virando estatísticas. Queremos que este ato vire uma forma da população acordar. Não podemos mais tolerar que a população de bem fique em casa, enquanto os marginais estão pelas ruas”, afirmou. Ele disse ainda que a comunidade irá se mobilizar para marcar uma audiência com os responsáveis pela segurança pública para que o bairro não fique mais desprotegido.

 

Alceu Moreira é um antigo morador do bairro e se mostrou indignado pelo descaso com a segurança pública, “Quando a gente vê que mandaram o BOE para Porto Alegre para dar segurança para a capital e deixaram nós sem segurança, isso é o cúmulo. Nosso BOE foi pra Porto Alegre e nos deixou a ver navios. Isso nos embrabece. Eu fico triste. Tem gente que perdeu as contas de quantas vezes foi assaltado. É uma tristeza”, desabafa.

 

A família

 

O filho de Osmar Drey, Cristiano, foi quem socorreu ao pai. “Foi bem difícil para mim, como filho, recolher meu pai baleado e levar para o hospital, vendo o pai falecendo, se sumindo e não ter o que fazer. Fiz o possível. A equipe do Hospital São Vicente de Paulo atendeu muito bem na emergência, foi muito rápida, está de parabéns. Quero agradecer a todos que estão nos apoiando, porque essa dor é muito difícil”. Agora, a família espera por justiça, “prestamos depoimento na segunda-feira. Acreditamos na polícia neles e achamos que vai dar tudo certo, eles vão achar quem fez isso. Todo mundo está colaborando, nos informando e nós passando as informações à polícia. Eu acho que vão pegar bem facinho esse vagabundo”.