Vigilância Ambiental em Saúde de Passo Fundo alerta para baixa adesão da vacina contra a febre amarela
O Rio Grande do Sul decretou emergência em saúde pública devido a febre amarela. Desde 2009 o estado não registrava a presença do vírus causador da febre amarela. Porém, no período de julho de 2020 a abril de 2021, o Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS) registrou casos de macacos mortos. O que chamou atenção das autoridades sanitária que realizaram a testagem e confirmaram a presença do vírus da febre amarela nos primatas.
Conforme a chefe do Núcleo de Vigilância Ambiental em Saúde, Ivânia Silvestrin, a febre amarela silvestre é transmitida por mosquitos (Haemagogus e o Sabethes) que vivem nas matas e na beira dos rios. Estes mosquitos picam macacos contaminados e depois picam pessoas que adoeceram. Por isso há relato de mortes de macacos na nossa região. Ivânia explica que o macaco serve de hospedeiro do vírus. Já a febre amarela urbana é transmitida pelo Aedes aegypti.
Ivânia reforça os cuidados que a população deve ter com água parada, pois Passo Fundo já tem casos de dengue. A febre amarela tem os meses sintomas da dengue: febre, dor muscular e cansaço físico, o que difere é que a pessoa começa apresentar uma coloração amarelada. Ivânia destaca que a febre amarela tem um comprometimento hepático grande, por isso leva a morte rapidamente se não for tratada com.
A vacina contra a febre amarela faz parte do calendário do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e pode ser encontrada nas unidades de saúde de Passo Fundo. Conforme a chefe do Núcleo de Vigilância Ambiental em Saúde, a adesão está baixa no município e solicita que as pessoas procurem uma unidade de saúde se não fez a vacinação ainda.
A primeira dose é aplicada em crianças de 9 meses e o reforço é feito aos 4 anos. Dos 5 anos completos aos 59 anos de idade a pessoa faz apenas uma dose. A pessoa pode procurar uma unidade e fazer a imunização, independente se vai viajar para áreas de risco.
Ouça a entrevista com a chefe do Núcleo de Vigilância Ambiental em Saúde, Ivânia Silvestrin: