VÍDEO: Semcas realiza força tarefa para tentar acolher pessoas em situação de rua
Nesta época de frio aumenta a preocupação da população com a situação de vulnerabilidade social dos moradores de rua. E pensando no bem-estar dessas pessoas, a Secretaria de Assistência Social, por meio da Ronda Social, segue fazendo um trabalho na cidade com o acolhimento desses moradores.
Ontem à noite (29), através de uma força tarefa, uma van da SEMCAS foi em todos os pontos onde haviam pessoas em situação de rua para convidá-los a passar a noite no Albergue Municipal, que dispõe de 30 vagas. Conforme o secretário da pasta, Saul Spinelli, a ideia é disponibilizar a estrutura do local para as pessoas que vivem em situação de rua.
O secretário enfatiza que a abordagem faz o convite ao morador de rua. Se a pessoa não aceitar posar, a ronda leva ela no albergue para que ela faça ao menos uma refeição. Conforme ele, a opção de ficar pernoitando no albergue é da pessoa. Caso o morador de rua se recuse a sair do local onde está, a Secretária disponibiliza cobertores.
O Albergue é um local que conta com uma estrutura completa para abrigar pessoas em situação de rua. No local tem banheiro com água quente para banho, camas, armários, seis refeições diárias e atendimento psicológico.
Abordagem Social
Durante a noite de ontem (29) a Rádio Uirapuru acompanhou esse trabalho da Semcas, com o repórter David Santana. Ele percorreu ruas da cidade junto com o secretário Saul Spinelli e os servidores da ronda social do município. De acordo com o secretário, todas as noite a ronda social faz abordagens em Passo Fundo, no entanto, ontem esse trabalho foi intensificado devido a temperatura baixa. Essa força tarefa vai ser intensificada durante o inverno.
A ronda percorreu várias ruas da cidade, em pontos conhecidos da Semcas onde existem moradores de rua. Nem todos aceitaram o convite para ir até o Albergue. Nestes casos, o secretário Saul explicou que cobertores eram deixados para os moradores e uma marmita de comida para alimentação.
Conforme o secretário, a situação dessas pessoas é muito complexa. São usuários de drogas, alcoólatras, pessoas com problemas psicológicos, entre os mais variados casos, portanto o trabalho é difícil e demora. Cada abordagem leva em média 30 minutos, pois o servidor ouve a história do morador, tenta entender o caso e busca a melhor forma de ajudá-lo. Desse modo, cada abordagem precisa ser personalizada.