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Política

Vereadores organizam movimento para tentar salvar Hospital Psiquiátrico Bezerra de Menezes

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

O Hospital Psiquiátrico Bezerra de Menezes amarga momentos de dificuldade financeira e o fechamento, se algo não for feito, é inevitável. A casa, histórica no atendimento psiquiátrico, possui 80 leitos, sendo 56 deles pelo SUS e o restante em convênios ou particular.

 

A instituição é a única da região especializada no atendimento de pessoas com transtornos psíquicos. Em 2017 registrou um rombo de R$ 872 mil.

 

A situação levou a direção da entidade – que integra o complexo do Hospital da Cidade de Passo Fundo (HC) – a pleitear medidas juntos ao governo estadual, mas, até o momento, as tratativas não tiveram avanços.

 

Segundo o administrador do Hospital da Cidade, que também responde pela gestão do Hospital Psiquiátrico, Luciney Bohrer, apesar das dificuldades financeiras, até o momento, os atendimentos têm sido mantidos de forma integral, com recursos do Hospital da Cidade, que tem suas responsabilidades.

 

Na manhã de ontem (23), a Câmara de Vereadores de Passo Fundo deu início a um movimento que busca viabilizar a manutenção dos serviços prestados pelo hospital. Solicitada pelo vereador Marcio Patussi (PDT), a reunião contou com a presença do presidente em exercício, Roberto Gabriel Toson (PSD), e dos vereadores Ronaldo Rosa (SD), Paulo Neckle (MDB), Luiz Miguel Scheis (PDT) e Rafael Colussi (DEM). Os parlamentares defenderam a mobilização regional em prol do Hospital Psiquiátrico.

 

Falando na Uirapuru, Patussi explicou que a formação de um grupo de trabalho que dê prosseguimento à discussão será feita. Como encaminhamento, serão definidas agendas tanto com o prefeito Luciano Azevedo, quanto com o secretário estadual da Saúde, João Gabbardo dos Reis.

 

Patussi não descartou uma grande campanha com a união de forças até mesmo do setor privado, semelhante ao que ocorreu com o aeroporto, para não deixar este importante hospital fechar as portas. Patussi fez um chamamento aos representantes políticos de Passo Fundo, como Juliano Roso (PCdoB) e Gilberto Capoani (PMDB), para que auxiliem no diálogo com o Estado.