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Política

Vereadores começam a receber demandas para o Plurianual

Públicado em Por RD Uirapuru / Zulmara Colussi

Começou nesta quarta-feira o prazo para que os vereadores apresentem emendas ao Plano Plurianual. Este prazo vai até 6 de agosto, segundo o cronograma de trabalho estabelecido pela Comissão de Finanças. Para a Lei de Diretrizes Orçamentárias, as emendas começam a ser recebidas na quinta-feira.

Na terça-feira, a Câmara realizou a primeira Audiência Pública virtual para PPA. A contadora do Legislativo Cristian Silva, explicou os conceitos do Plano Plurianual, que inclui o planejamento estratégico, estimativas de receitas e despesas e diretrizes gerais, mantendo sempre o equilíbrio da administração pública: não gastar mais do que se arrecada.

O texto do PPA 2022-2025 determina três eixos estratégicos, que são: Qualidade de vida e o cuidado com as pessoas; Ciência, tecnologia e gestão pública de resultado; e Retomada da economia baseada em um modelo de desenvolvimento sustentável.

Assim como a Associação de Pais e Amigos dos Surdos de Passo Fundo (APAS), e o Centro Municipal de Professores de Passo Fundo, que participaram da audiência de terça, encaminhando demandas para a Câmara, outras entidades e cidadãos também podem sugerir mudanças a lei, através de um vereador.

A estudante de Engenharia Civil, Maiara Karina Posse, é exemplo disso. Ela participou da audiência levando a situação que vive com a filha de 11 anos que possui deficiência intelectual. Karina relatou que já esteve com sua filha em muitas entidades, mas a cada seis meses precisa apresentas exames e requisições para que siga com aulas específicas e os devidos acompanhamentos. Karina fez um apelo para que os vereadores unam forças para que o município tenha um Centro de Atendimento voltado para casos como o dela, onde a atenção e o foco para a saúde e educação dessas crianças devem ser constantes. “Tem muitas crianças e famílias desassistidas que sofrem o que eu sofro”, colocou. “Ocorre que as entidades estão cada vez mais saturadas e com poucos recursos para dar o atendimento adequado a qualquer indivíduo. E a cada seis meses, um ano tenho que pegar encaminhamentos pois recebo “alta” dos atendimentos porque as instituições não conseguem fazer um tratamento contínuo para nossos filhos”, completou.