Venda de caminhões é impulsionada pela agricultura no Rio Grande do Sul
Uma estimativa feita pela da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) aponta que a venda de caminhões novos vai repetir, no segundo semestre de 2021, os bons resultados da primeira metade do ano. Ou seja, serão emplacadas mais 58 mil unidades nos próximos meses. Com isso, os emplacamentos deste ano serão 30,5% maiores que os de 2020.
Desde que iniciou a pandemia tivemos diversos estágios, diferente em cada estado, muitos estados tiveram indústrias fechadas por tempos diferentes e o mercado de importação também foi afetado. As indústrias automobilísticas não conseguiram retornar a sua totalidade produtiva que tinham antes da pandemia. Isso fez com que o mercado ficasse preso por falta de produção.
Conforme o representante regional da Fenabrave, Renato Belotti, isso fez com que a cadeia de peças não tenham a mesma velocidade. Hoje temos produtos demorando até seis meses para entrega. A Fenabrave estima que deve ocorrer uma normalização somente em 2021. Belotti ressalta que a indústria que tiver a maior capacidade de se adequar com os fornecedores de autopeças neste momento é que terá maior ganho de produção.
Era previsto uma queda de mais de 5% do PIB, porém isso não aconteceu. A recuperação da economia é rápida, movida principalmente pela agricultura, que deve bater recorde de plantio, isso movimenta a economia como um todo e toda a indústria de caminhões, enfatiza Belotti.
O crescimento é em todos os segmentos e tamanhos de caminhões. Ainda segundo o representante, neste primeiro momento, os caminhões pesados registram demora para entrega.