Skip to content

Geral

Vamos falar de sexo?

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
Imagem não disponível

Poucos sabem ou comentam a respeito da data, mas o dia 31 de julho é marcado como Dia do Orgasmo. Criado na Inglaterra por redes de sex shops, a data faz pensar sobre a forma como vemos e agimos em relação ao sexo hoje em dia.

 

Ainda visto como um tabu nas rodas de conversa, o sexo e o próprio orgasmo também vem sofrendo consequências devido a forma agitada com que passamos os dias. Conforme explica a professora da disciplina de Sexualidade Humana da Escola de Psicologia da IMED, Me. Susana König Luz, “estamos vivendo em um mundo de muita individualidade, onde construir uma relação a dois passa a ser um desafio cada dia maior. Para que isso aconteça, os parceiros devem estar dispostos a investir na relação e criar estratégias para ficarem juntos sem ter de abrir mão desta individualidade que foi conquistada. A intimidade e os momentos de prazer que esta intimidade proporciona são essenciais para que a relação se sustente com qualidade”, diz.

 

Nos momentos a dois a individualidade não pode predominar. Para se manter uma relação saudável a professora destaca que é importante se conhecer e conhecer o parceiro. “Para manter relações sexuais saudáveis, conhecer o seu próprio corpo, conhecer o corpo do parceiro, o que dá prazer, quais são as áreas do corpo que você e seu parceiro gostam de ser tocados, tudo isso deve ser descoberto em conjunto, pois esta descoberta por si só já é bastante afrodisíaca, este movimento pode dar início a uma prazerosa forma de intimidade”.

 

Mesmo com esse conhecimento do que pode dar prazer aos dois, muitas mulheres não conseguem atingir o orgasmo e acabam fingindo para satisfazer seu parceiro. Susana explica que esta prática não é saudável para a relação, uma vez que as pessoas não estão sendo sinceras naquele momento. “Os parceiros devem desfocar o final da relação sexual, ou seja, o orgasmo e focalizar no objetivo que é ter momentos de intimidade com o parceiro. Neste mundo individualista em que estamos vivendo não é incomum a queixa de que só o prazer do outro é importante. O orgasmo é o coroamento de um relacionamento sexual, muito desejado, necessário, mas não indispensável em todos os momentos. Por vezes, experimentar gratificar o parceiro, dar-lhe boas sensações, prorrogar ao máximo o clímax dele pode ser uma forma muito prazerosa de envolvimento a dois. Mas deve ser lembrado que fingir para satisfazer o parceiro não é uma prática saudável e pode acabar arruinando a relação”, ressalta.

 

Se mesmo com uma relação aberta e saudável não se consegue atingir o orgasmo, por motivos de traumas ou por alguma doença física a ajuda de um especialista se faz necessária. “Mas o orgasmo também é essencialmente psicológico. Pensar no prazer, se dar prazer, buscar dar prazer ao parceiro são estímulos que ajudam a ter uma vida sexual mais prazerosa. Deve-se pensar também que o clímax, o orgasmo, é muito individual. Não se pode basear a vida sexual no que se vê em novelas ou se lê em revistas. Nem todas as pessoas veem estrelas, chegam ao ápice da relação junto com o seu parceiro, isto é muito fantasioso, mas algumas pessoas se cobram por não conseguir atingir o orgasmo como a mocinha da novela. O orgasmo é muito mais um sentimento de prazer e não só uma reação física do corpo”, finaliza.

 

Para se atingir o prazer é necessário que haja o diálogo e que não tenha vergonha de conversar com seu parceiro para que, juntos, encontrem as melhores formas de satisfazer e gerar prazer para os dois.