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Economia

Valorização de carros usados vai seguir por mais seis meses, avalia Fenabrave

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto
Valorização de carros usados vai seguir por mais seis meses, avalia Fenabrave

Depois de mais um ano amargando dificuldades, o setor de automóveis não se mostra otimista ao quando se fala em 2022.  Segundo a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) os próximos trimestres serão ainda de falta de semicondutores e de diversas outras peças, dificuldades logísticas e entraves impostos pela crise econômica nacional.  Ao longo do ano o setor viu uma mudança sem precedentes, com valorização nos seminovos e usados em geral.  O fenômeno é uma lei de mercado.  Com menos carros novos sendo fabricados, pela falta de peças, os usados sobem de valor.  Outro efeito colateral já sentido é a alta no IPVA, pois o valor do imposto é calculado com base na Tabela Fipe de cada veículo.

 

Avaliando o cenário para 2022, a Uirapuru conversou com o representante da Fenabrave regional, Renato Belotti. Conforme ele, a falta de matéria-prima sinaliza ainda um problema para os próximos meses, alimentando o cenário atual de alta nos preços e falta de veículos.  Há hoje uma dificuldade mundial para conseguir pneus e vidros, além dos eletrônicos. O fenômeno de valorização dos usados não ocorria no Brasil desde a década de 90, quando o país estava com o plano Cruzado de moeda. Essa tendência de alta nos valores já reflete em um novo cenário para veículos de entrada, que antes eram chamados de populares, mas que agora partem de R$60 mil.

 

Na avaliação de Belotti o momento é de estudo para o comprador ou vendedor. Se ele for vender terá um valor de mercado maior do que quando pagou pelo seu.  No entanto, quando receber pela venda e for fazer uma compra, vai se deparar com veículos também mais caros. Belotti frisou que hoje há uma lista de espera com 6 meses por um carro novo no país.  No mundo essa lista chega a oito meses.  Em sua análise a dificuldade de produção e preço elevado no setor será algo que deve durar, ao menos, mais seis meses.