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Saúde

Vacinação e frio rigoroso devem favorecer luta contra a dengue, mas população deve seguir cuidados

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto

A dengue, doença transmitida pelo mosquito Aedes, foi uma das grandes preocupações da saúde regional no último verão. Em 2024 o mosquito encontrou um cenário de calor e pouca chuva, se desenvolvendo rápido e espalhando a doença. No entanto, as projeções para o próximo verão são otimistas na luta contra a doença em Passo Fundo.  O motivo é a combinação de vacinação contra a dengue e frio rigoroso deste inverno.  Desde o início desta semana a vacinação contra a dengue está disponível pela Prefeitura de Passo Fundo para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias, faixa etária considerada prioritária pelo Ministério da Saúde.

A vacina disponibilizada é do tipo tetravalente atenuada, com proteção contra os quatro sorotipos do vírus da dengue (1, 2, 3 e 4). O esquema vacinal prevê duas doses, com intervalo de três meses entre elas. É importante destacar que, nos casos em que a criança ou adolescente já teve dengue, é necessário aguardar um período de seis meses após a infecção para iniciar a vacinação. Falando na Uirapuru, Ivânia Silvestrin, coordenadora da Vigilância Ambiental em Saúde do Município, explicou que o frio rigoroso diminui drasticamente a circulação do mosquito, mas não os elimina plenamente.

O mosquito se esconde e ao mesmo tempo as pessoas estão mais cobertas com roupas, dificultando a propagação do vírus.  No entanto, com a chegada do sol e aumento de temperatura, o mosquito reaparece.  Por isso é importante que a população siga eliminando locais com água parada.  A vacina ameniza os casos graves da Dengue, mas também deve ser aliada ao controle do mosquito.

Ivania acredita que a vacina e o frio trarão o reflexo de menos casos no próximo verão.  Neste ano são 133 casos registrados, sem óbitos, em Passo Fundo, números que refletem a eficácia conjunta entre as equipes de vigilância e a comunidade.