Vacinação contra a pólio deixa de ser por gotinha e será injetável também em Passo Fundo
Ainda em setembro, o Ministério da Saúde do Brasil informou que a vacinação por gotinhas, histórica no cenário nacional, deixaria de ser utilizada neste ano, dando lugar ao modelo injetável, com agulha e seringa. A vacinação oral é tão tradicional que motivou a criação do conhecido mascote Zé Gotinha, incentivando as crianças à imunização.
Essa substituição ocorre na vacina da poliomielite, que nas suas primeiras doses já era injetável, mas usava o esquema de gotinha no reforço. De acordo com o ministério, a vacina injetável que será usada para poliomielite é mais eficiente do que as gotas orais.
Conforme o Núcleo de Vigilância Ambiental em Saúde de Passo Fundo, na cidade, esse novo sistema de vacinação inicia na próxima segunda-feira, dia 4 de novembro. A vacinação contra a pólio começa quando a criança tem dois meses de idade e se encerra com os reforços aos 15 meses de vida.
A poliomielite, ou pólio, é uma doença viral que pode causar paralisia e outras complicações graves. O principal dessas complicações é a paralisia, que pode afetar os músculos das pernas, braços e, em casos mais graves, os músculos respiratórios. A vacina prepara o corpo com defesas; se o vírus chegar em algum momento, o organismo terá uma reação imediata, evitando as complicações.