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Tecnologia

Utilização indevida da IA pode deixar Brasil a beira de um risco democrático nas Eleições, afirma especialista

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deu início ao julgamento das propostas de regras que regerão as eleições municipais de 2024. Dentre os temas em destaque está o uso cada vez maior da inteligência artificial (IA) nas campanhas políticas, levantando preocupações sobre sua potencial influência e manipulação.

Em entrevista à Uirapuru, o especialista em Mídias Digitais e Marketing Digital, Alexandre Mattos, discutiu o crescente papel da inteligência artificial nos processos eleitorais, destacando a ascensão notável dessa tecnologia nos últimos anos. Mattos ressaltou que a inteligência artificial não se limita a meras perfumarias, como alguns avanços tecnológicos anteriores, mas sim transforma significativamente o cotidiano de milhões de pessoas.

O especialista alertou para o potencial impacto da inteligência artificial nas eleições, enfatizando que a tecnologia é capaz não apenas de criar cópias precisas de candidatos, vozes e imagens, mas também de ler emoções humanas em uma profundidade sem precedentes. Ele afirmou que a sociedade está diante de uma tecnologia extremamente assertiva, mas o desafio é lidar com a possibilidade de disseminação de conteúdos falsos durante o período eleitoral.

Mattos destacou que a utilização indevida da inteligência artificial pode trazer riscos significativos para a democracia, não apenas em relação aos candidatos, mas também na forma como o entorno e os eleitores utilizam essa tecnologia. A preocupação central está na falta de controle sobre a disseminação de informações falsas, criadas de maneira convincente pela inteligência artificial.

No contexto do julgamento no TSE, ele explicou que discute-se a implementação de normas e regras para agir com celeridade, retirando do ar conteúdos indevidos e responsabilizando os provedores de internet, bem como as redes sociais, por conteúdos disseminados. Plataformas como Facebook, Twitter, TikTok e Instagram estarão sob fiscalizações rigorosas, uma vez que são os principais canais para a disseminação de informações durante o período eleitoral.

O especialista conclui afirmando que a inteligência artificial é o presente e futuro, sendo que seu uso positivo, mapeando tendências e interesses dos eleitores, pode oferecer vantagens significativas. No entanto, é crucial estabelecer regulamentações eficazes para evitar a manipulação e o uso indevido dessa tecnologia, garantindo assim a integridade democrática nas eleições futuras.