Uso do FGTS para pagamento de dívidas não é o recomendado, afirma economista
O governo federal estuda autorizar o saque de uma parcela do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para o pagamento de empréstimos de bancos. O objetivo é combater o endividamento de empresas e pessoas físicas para a retomada do crescimento da economia brasileira.
De acordo com o último levantamento do Serasa Experian, o país possui 59,3 milhões de inadimplentes, o que representa cerca de 40% da população acima de 18 anos.
Hoje o FGTS pode ser sacado em casos de demissão sem justa causa, rescisão de contrato, aposentadoria, financiamentos de moradia e em casos de doenças graves.
A economista Cleide Moretto, explica que a medida é uma alternativa para o trabalhador quitar a sua dívida com juros mais baixos, mas deve ser tomada com cautela para não se transformar em um hábito. Ela acredita que a proposta poderá abrir precedentes. Se o saque do Fundo for liberado para qualquer tipo de endividamento, vai haver uma banalização do seu uso.
A economista acredita que a longo prazo a liberação do saque possa colaborar para que o trabalhador fique mais vulnerável. Cleide alerta que o FGTS é uma economia de precaução, que, mesmo com a decisão do Governo, deve ser priorizado para momentos de dificuldades profissionais.