Usina de amônia será construída em Passo Fundo: produto vai beneficiar o agro
A pandemia reduziu drasticamente a capacidade de produção mundial nos mais diferentes aspectos. Com o epicentro na China, berço de eletrônicos, os reflexos do vírus nas indústrias se alastraram, agravados recentemente pela guerra na Europa. No agro, a baixa produção de fertilizantes elevou o preço deste material indispensável e que impacta diretamente nos custos da safra. No entanto, uma iniciativa em Passo Fundo poderá, no futuro próximo, atenuar este impacto no agro.
Três investidores do Rio de janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul realizaram um aporte de R$50 milhões para a criação de uma usina de amônia em Passo Fundo. As obras devem iniciar após dois meses. A usina será criada através da Associação Parque Tecnológico do Agronegócio e Agroenergia (TecnoAgro), localizada no Campus da Universidade de Passo Fundo.
A Uirapuru foi até o local e conversou com o diretor técnico da Associação Parque Tecnológico do Agronegócio e Agroenergia (TecnoAgro), Fernando Pilotto, que também é professor. Conforme Pilotto, o TecnoAgro é uma associação formada por quatro grandes áreas, tendo as instituições que representam universidades, poder público, produtores e iniciativa privada.
Não há fins lucrativos, mas sim a intenção de desenvolver e transferir tecnologias para o agronegócio. Outro aspecto é o foco em energia renovável, sendo que neste ponto surge o projeto amônia verde, com produção livre de CO2. O professor explicou que a fábrica de amônia verde será uma das primeiras do país.
O produto sempre foi importado para ser direcionado ao agro, principalmente na ureia. Muitos países produzem a amônia utilizando gás natural, gerando gases poluentes. A usina de Passo Fundo produzirá amônia a partir do hidrogênio da água, criando assim um produto verde e trazendo independência no campo dos fertilizantes, livre de importações. O resultado será vantagem ao meio ambiente e barateamento nos custos de produção ao agricultor.