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Eleições

Urnas eletrônicas em outros países dependem de leis e não da tecnologia

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto
Urna eletrônica em outros países depende de leis e não da tecnologia
Urna eletrônica em outros países depende de leis e não da tecnologia

Os Estados Unidos trabalharam durante toda a semana na apuração dos votos das eleições presidenciais . Lá, embora um país de primeiro mundo, a votação ocorre através das cédulas de papel e não pela urna eletrônica. O Brasil neste cenário está há  20 anos na frente.

Aqui o país tem a urna eletrônica, desenvolvida com tecnologia nacional e que funciona por todos estes anos sem qualquer indício de fraude. Mas porque os outros países não seguem nossa tecnologia? Para o professor Doutor em segurança de redes e Internet ,Ricardo Schmidt, o problema é mais legal do que de tecnologia.  Explicou que é comprovado ser extremamente difícil alterar qualquer resultado das urnas.

Isso porque os aparelhos não são conectados com a internet.  Um fraudador precisaria manipular cada urna.  Descobrir qual código de programação é preciso ter para alterar os dados necessita de amplo conhecimento sobre o funcionamento da urna.  Avaliou que alterar os registros de voto beira o impossível.

Falando sobre o cenário internacional, o Dr. Ricardo Schmidt explicou que a constituição de muitos países, como Alemanha e Estados Unidos, prevê autonomia dos estados na votação.  Existem Estados que usam um modelo de urna eletrônica, mas para abranger uma eleição nacional é preciso que todos entrem em acordo, esbarrando nas leis de cada um.  Para o doutor Ricardo a tecnologia das urnas eletrônicas brasileiras está se aprimorando a cada ano, mas lembrou que em informática tudo é possível.