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Educação

UPF já ministra aulas utilizando o metaverso em Passo Fundo

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

A grande aposta do futuro pós-Facebook e Instagram é o metaverso, que já iniciou. E, diferente do que muitos podem pensar, que é algo distante, já temos inclusive em Passo Fundo interações do metaverso no campo da educação, envolvendo o ensino da saúde, algo complexo e que sempre demanda inovações.

A Universidade de Passo Fundo (UPF) está ministrando em um de seus cursos a disciplina de técnica cirúrgica usando o metaverso. A diferença é que a turma não está em um hospital e nem existe um ser humano sendo operado. Todos estão em aula no Centro de Simulação Realística, que atende os cursos na área da saúde. O Centro é o único no Rio Grande do Sul que possui certificação American Heart Association (AHA). Nele, o metaverso é utilizado na plataforma multidisciplinar 3D.

Falando sobre o assunto na Uirapuru, o enfermeiro Felipe Pierezãn, membro da coordenação do Centro de Simulação Realística (CSR), declarou que o objetivo da UPF é aliar a tecnologia e inovação através do ensino, utilizando o recurso do metaverso. Afirmou que hoje o metaverso está inserido em grandes empresas e sendo desenvolvido cada vez mais. Neste sentido, a universidade busca utilizar o recurso também para aprimorar e potencializar a formação de seus estudantes, ainda mais nas áreas da saúde, como medicina, enfermagem, fisioterapia e odontologia.

Pierezãn explicou que, dentro de uma tecnologia, é possível replicar o universo que vivemos de forma diferente. Através do uso de óculos de realidade virtual, os alunos vão para este outro ambiente computadorizado e, a partir daí, fazem simulações realísticas em forma 3D.

Dentro da medicina, por exemplo, o enfermeiro explica que algumas disciplinas já estão utilizando a inovação e uma delas é a de técnica cirúrgica. Nesta matéria, os alunos trabalham, dentre outras questões, a dissecação de um corpo humano de forma virtual. A partir disso, eles entendem desde a parte mais pequena de um órgão a todo o sistema cardíaco, pulmonar e respiratório, compreendendo funcionamentos, doenças e uma infinidade de coisas.

Além de servir como simulação e cópia da realidade, Pierezãn afirma que, através do metaverso, os alunos desenvolvem habilidades e preparam-se para o cenário prático real, sentindo-se seguros e oferecendo maior segurança aos seus futuros pacientes. Ainda, os acadêmicos podem, através da tecnologia, desenvolver habilidades técnicas e comportamentais.