UPA não sai do papel e contribui para superlotação dos hospitais
Diante da superlotação das emergências no Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) e Hospital da Cidade (HC) a busca por uma alternativa para mudar esse quadro se tornou ainda mais importante.
Planejada há cinco anos, a construção da Unidade de Pronto Atendimento de Passo Fundo (UPA), infelizmente pouco evoluiu. Essa, sem dúvida, seria uma opção para o atendimento da maioria dos casos que hoje chegam às emergências dos hospitais. A fase de projeto foi concluída no ano passado. Após diversas adequações a Secretaria Municipal de Saúde conseguiu que fosse aprovado pela 6° Coordenadoria Regional de Saúde.
A área escolhida é o campo do antigo estádio municipal Delmar Sitoni, na Vila Fátima e oferece localização central, de fácil acesso e tamanho suficiente para abrigar uma UPA de porte II, conforme prevê o projeto. O município aguarda agora a liberação, por parte do Ministério da Saúde, dos recursos necessários para que a obra possa ser realizada. O custo estimado no projeto é de R$ 3 milhões. Como o Governo Federal está limitando investimentos em diversas áreas, a probabilidade que essa verba chegue a Passo Fundo, no momento, é reduzida.
Segundo o secretário de saúde Luiz Artur Rosa Filho existia a expectativa de que houvesse a publicação de um edital para a construção de novas UPAs no país em março. Mas, isso não ocorreu o que acaba por adiar ainda mais a concretização desse projeto.
E o caminho para que a cidade possa contar com uma nova estrutura para o atendimento da população, não passa somente pela construção da UPA. A unidade precisará de recursos para ser equipada e para o seu funcionamento. Esse problema é enfrentado por três cidades da região, que estão com os prédios prontos, porém ainda fora de operação. As comunidades de Frederico Westphalen, Carazinho e Erechim, aguardam o funcionamento das novas estruturas.
O financiamento das UPAs ocorre de forma compartilhada após a sua construção e habilitação junto ao Ministério da Saúde. Para a unidade de Passo Fundo, é previsto um custo mensal de R$ 175 mil. Esses recursos são bancados pelo Governo Federal (50%), Estado (25%) e Município (25%).