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Saúde

Um ano após o Estado dedicar toda a força hospitalar contra o vírus, Passo Fundo atravessa pico com baixas internações

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto

Há exatamente um ano o Rio Grande do Sul dedicava toda a força hospitalar estadual para socorrer a população frente ao, até então, pior momento da pandemia no que diz respeito ás internações. A vacina recém tinha chego e não houve tempo de estancar o crescimento de internações que se espalhava na segunda fase da pandemia.

 

 

Em 25 de fevereiro de 2021, a Secretária Estadual de Saúde, Arita Bergmann, declarou: “A partir de agora, os hospitais gaúchos, entre públicos e privados, têm o compromisso de disponibilizar toda a sua estrutura para atendimento de casos de Covid-19, porque estamos na fase mais crítica, que precisa de atitudes mais drásticas”.

 

 

Após este momento delicado e de muito esforço do setor da saúde, o Estado viu chegar uma terceira e mais forte onda, no final de dezembro de 2021, no que tange ás contaminações.  Desta vez projetada por uma nova variante, a Ômicron, o vírus se espalhou rápido, mas o cenário de caos e superlotações não se repetiu nos hospitais.

 

 

O mês de janeiro de 2022 seguiu com recordes de contaminações e fevereiro chegou a ter, em um único dia, mais de mil novos casos registrados em Passo Fundo, algo inédito na pandemia.  O resultado foi também um recorde de casos ativos do vírus, passando dos 5 mil na cidade. Os casos ativos representam quem está com o vírus e, com isso, tem potencial de precisar ser hospitalizado.  No entanto, a alta das contaminações chegou em um cenário diferente na vacinação: a população já estava com altos índices de imunização completa e muitos recebendo a terceira dose.

 

 

Na prática, o que se viu foi redução de internações em um momento muito superior de contaminações na pandemia.  A cidade, no pico deste ano, o maior de todos, não ultrapassou a casa dos 20 pacientes locais internados em UTI e os casos clínicos de internações não foram superiores a 50, envolvendo moradores locais. Isso representou uma redução significativa do que em momentos anteriores, quando a cidade esgotou sua capacidade para UTI por alguns dias.

 

Os números atuais mostram queda geral de novos casos, de exames aguardando resultados e de casos ativos.  O último informe municipal aponta 1720 casos ativos, 28 moradores locais em leitos clínicos e 13 em UTI. Ainda, apenas 22 casos em análise.  Infelizmente, desde o início da pandemia, Passo Fundo já perdeu 761 pessoas para o vírus, a maioria com comorbidades.