Uirapuru ecologia: eventos climáticos extremos são reflexo da ação humana
Nos últimos dias o mundo se deparou com eventos climáticos extremos que chamaram a atenção. Onda de incêndios em muitos países, onde o clima está sendo extremamente seco. Frios jamais experimentados nas áreas onde neste momento o normal seria um clima mais ameno. Volta do La Niña, surpreendendo meteorologistas pelo fato atípico de ele ocorrer por dois anos seguidos e uma previsão de verão muito quente para o Estado.
Este novo comportamento do clima chega em um momento em que autoridades mundiais apontam que o planeta chegou a um ponto em que ações drásticas precisam ser tomadas, ou não haverá volta no clima. Esta sequência de eventos extremos quando se fala em clima foi o assunto abordado dentro do programa Uirapuru Ecologia, no último sábado, apresentado por Ivaldino Tasca, pelo geólogo Luiz Paulo Fragomeni e com a participação do engenheiro agrônomo da Embrapa Trigo, Anderson Santi.
Para o geólogo Luiz Paulo Fragomeni, há uma linha seguida quase que de forma unânime entre os cientistas e estudiosos do clima no mundo em que as ações do homem estão fazendo o clima mudar rapidamente. Há evidências variadas que apontam para isso. Poluição por veículos, queimadas, atividades industriais e tudo o que é feito pelo homem no mundo estão trazendo mudanças climáticas graduais, mas cada vez mais intensas os eventos e extremos. Explicou que há muito tempo se reconhece o aquecimento global, mas havia uma duvida de que era pela ação humana. Hoje já se sabe que isso é causado pela humanidade.
O agrônomo da Embrapa Trigo, Anderson Santi, reforçou que já existem estudos atestando eventos de mudança climáticas causados pelo homem. Um estudo feito em agosto, na Europa, relacionou que a grande enchente que atingiu países europeus apontou a raiz de tudo pela ação humana. Há 10 anos não era possível chegar a essa conclusão, mas isso mudou e é preciso admitir.