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Geral

Uirapuru Ecologia: conferência dos ODS debate avanços e desafios para o desenvolvimento sustentável em Passo Fundo

Públicado em Por RD Uirapuru / Sabrine Paludo

O programa Uirapuru Ecologia do último sábado (02) abordou a realização da primeira conferência livre dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável em Passo Fundo.  O encontro reuniu representantes do poder público, especialistas e sociedade civil para discutir o futuro sustentável do município, com avaliação dos avanços, desafios e propostas dentro da Agenda 2030. Durante o programa, o representante da Agenda 21, Ademar Marques, explicou que os ODS têm origem em acordos globais firmados a partir da Rio 92 e hoje somam 17 objetivos e 169 metas que orientam ações nas áreas econômica, social e ambiental.  Ele destacou que a aplicação acontece principalmente nos municípios e reforçou a importância do planejamento de longo prazo, com políticas de Estado e não apenas de governo.

Ademar destacou que a conferência trouxe propostas como o reforço na fiscalização ambiental, integração entre órgãos públicos, melhoria nos mecanismos de participação social e desenvolvimento de políticas mais eficazes para gestão da água, resíduos e ocupação urbana.

A bióloga Gilda Maria da Silva destacou que a conferência mostrou avanços em Passo Fundo, especialmente na preocupação das instituições com temas sociais e ambientais, mas ainda precisa evoluir na prática.  Ela destacou problemas como a impermeabilização do solo e a perda de áreas naturais, que contribuem para alagamentos, além da necessidade de planejamento urbano mais sustentável, preservação de banhados e criação de ferramentas de monitoramento.  Também ressaltou propostas da conferência, como o fortalecimento da fiscalização, ampliação dos canais de escuta da população e maior participação da comunidade nos conselhos.

O biólogo Alexandre Vieira reforçou que o desenvolvimento sustentável depende do envolvimento conjunto do poder público, da sociedade e das empresas.  Ele destacou que muitas cidades cresceram sem planejamento, desrespeitando áreas como matas ciliares e regiões de preservação, o que impacta diretamente problemas como enchentes e qualidade da água.  Também lembrou que questões ambientais estão ligadas a temas como pobreza e desigualdade, e que decisões locais têm reflexos em outras regiões, reforçando a importância de ações práticas no dia a dia para alcançar resultados dentro da Agenda 2030.