Trust seria explicação de Eduardo Cunha para dinheiro em seu nome no exterior
O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente do Legislativo Federal e envolto em escândalos sobre contas no exterior e verbas ilícitas, surge com uma explicação inusitada para o dinheiro, em seu nome, que apareceu em bancos de outros países. Documentos enviados pela Suíça atribuem quatro contas ao peemedebista e familiares. Uma delas é controlada por um “trust”.
Procuradores afirmam que a criação de “trusts” para movimentar recursos no exterior é comum em casos de evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Para esclarecer aos ouvintes, da Uirapuru, o que é um “trust”, falou na programação o advogado Osmar Teixeira. Segundo registrou, no Brasil não existe essa figura no Direito. No entanto, fora do País, ela é comum.
Conforme informou, “trust” significa custódia de bens ou valores de terceiros. Trata-se de qualquer negócio que consista na entrega de um valor a uma pessoa (fiduciário) para que seja administrado em favor do depositante ou de outra pessoa por ele indicada (beneficiário). Sendo isso, revela Osmar Teixeira, que alega o deputado, que alguém o teria colocado como beneficiário, sem o seu conhecimento, destas contas na Suíça.
Segundo o advogado, se usado de forma lícita, o “trust” é legal. O problema é se o dinheiro em questão foi obtido de forma ilícita.