Tribunal de Justiça determina que Dal Agnol devolva dinheiro desviado de duas clientes com alvarás falsos
Duas clientes que foram lesadas pela quadrilha liderada por Maurício Dal Agnol ingressaram na justiça afirmando que ele havia movido um processo contra a antiga CRT e que não repassou os valores dados na sentença judicial.
Os valores pertinentes a ações seria de 1 milhão e 588 mil reais, porém Maurício Dal Agnol sacou a quantia total e apenas repassou para as suas clientes os valores de 44 mil reais e 33 mil reais para cada uma.
O Juiz Sebastião Francisco da Rosa Marinho, da 4ª Vara Cível da Comarca de Passo Fundo, requisitou ao Banrisul os extratos das contas mencionadas nos dois alvarás de pagamento.
Conforme análise do magistrado, foi constatado que dados essenciais eram falsos e que alvarás adulterados foram entregues para as clientes como forma de prestar contas do que haviam recebido nas ações contra a CRT. Também foi destacado que Maurício Dal Agnol sacou o montante total que seria de direito das vítimas.
Com isso, o Juiz concluiu que as clientes têm o direito de receber o valor total, e durante o processo Dal Agnol não juntou nenhum documento concreto para afirmar que as clientes estavam erradas.
O Juiz Sebastião Francisco da Rosa Marinho determinou que o advogado com a carteira da OAB suspensa, Maurício Dal Agnol, deposite judicialmente o valor de 1 milhão 521 mil 940 reais, porém ele recorreu ao Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul.
A Desembargadora Ana Beatriz Iser, da 15ª Câmara Cível do TJRS manteve a decisão de 1º Grau, negando o recurso interposto pelo Maurício Dal Agnol.
A magistrada reconheceu como correta a decisão de 1º Grau e registrou que na condição de procurador das partes Dal Agnol sacou o dinheiro que deveria ter sido repassado para as clientes, e está sendo notório o fato de que diversos clientes restaram lesados pelo não repasse de valores levantados nas demandas judiciais em que ele atuava como advogado.
O golpe descoberto durante a Operação Carmelinda, desencadeada pela Polícia Federal de Passo Fundo, pode chegar a mais de 100 milhões de reais desviados.