Tratores tomam conta da Avenida Brasil: mais de 400 agricultores expõe descontentamento
Cerca de 400 agricultores da região organizaram na tarde de ontem um tratoraço em Passo Fundo, paralisando a cidade por quase três horas. O ato foi um protesto contra das demarcações de terras na região pela FUNAI, onde muitas famílias estão perdendo suas propriedades e sendo obrigadas a saírem de suas casas para serem repassadas aos indígenas.
O protesto iniciou as 13horas no trevo da Caravela, no Boqueirão, e se estendeu até as 16 horas, onde 290 tratores iniciaram uma longa marcha em direção ao centro através da Avenida Brasil. Os produtores percorreram ao todo cerca de nove quilômetros, até o trevo da UPF, junto a BR 285 no Bairro São José, quando então retornaram para o Boqueirão. Durante o percurso um grupo de produtores realizou ato em frente ao Ministério Público, onde exigiam uma resposta á sua situação, mas acabaram não sendo recebidos.
Com um microfone o agricultor Antoli Fauth de Mello, puxou o protesto e com palavras de ordem lembrou que os produtores não são vândalos e que o protesto era para chamar a atenção da justiça para o descaso com a agricultura na região.
O vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Passo Fundo, Jair Rodrigues, explicou que representantes do Ministério Publico só receberiam um grupo de até dez agricultores, mas isso já foi feito em outros casos sem sucesso.
O vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Passo Fundo, Jair Rodrigues, explicou que representantes do Ministério Publico só receberiam um grupo de até dez agricultores, mas isso já foi feito em outros casos sem sucesso.
Para Jair faltou interesse dos representantes em pelo menos dar uma resposta ao grupo todo.
O deputado Estadual Gilmar Sossela (PDT) acompanhou o protesto e desde o inicio dos manifestos na região mostrou-se preocupado com a causa. O deputado explicou que a região nunca teve a moradia de índios e questionou os laudos antropológicos que apontam o contrário.
O deputado Estadual Gilmar Sossela (PDT) acompanhou o protesto e desde o inicio dos manifestos na região mostrou-se preocupado com a causa. O deputado explicou que a região nunca teve a moradia de índios e questionou os laudos antropológicos que apontam o contrário.