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Geral

Tragédia da Boate Kiss alterou legislações de prevenção de incêndio, mas também mudou o comportamento das pessoas, avalia promotor

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli
Santa Maria (RS) - Um ano do incêncio na Boate Kiss durante show na madrugada do dia 27 de janeiro de 2013. Entrada da boate (Wilson Dias/Agência Brasil/Arquivo)

Neste segunda-feira (27) completou 12 anos da maior tragédia da história do Rio Grande do Sul, o incêndio na Boate Kiss. O fato aconteceu no dia 27 de janeiro de 2013, na cidade de Santa Maria, e vitimou 242 pessoas, além de deixar 636 feridos. Após vários anos e tentativas de julgamento, as quatro pessoas consideradas responsáveis pelo incêndio foram julgadas e condenadas. Todos estão presos.

Além da comoção e do impacto emocional, a tragédia trouxe diversas mudanças na legislação e nas regras de prevenção de incêndios em empreendimentos comerciais e residenciais. O Promotor de Justiça, Paulo Cirne, acompanhou todas as mudanças e participou da construção de algumas regras na cidade.

De acordo com ele, após o incêndio da Boate Kiss, além das mudanças importantes na legislação de prevenção, o comportamento e a atenção da comunidade em geral também mudou. Os empresários e as pessoas começaram a ter uma preocupação maior com relação a isso, tornando os locais mais seguros. Cirne recorda que na época se iniciou um trabalho em conjunto do Corpo de Bombeiros com o Ministério Público para verificar todos os problemas que se tinha na cidade. Em alguns locais não havia segurança nenhuma. Desse modo, os empreendimentos começaram a se enquadrar nas novas regras, tornando esses espaços mais seguros.

Conforme Paulo Cirne, a promotoria atua na fiscalização e recebe denúncias de locais que não estão cumprindo as exigências. Após isso, o Corpo de Bombeiros também é acionado para fiscalizar o espaço e identificar se o alvará de prevenção contra incêndio está em dia e se os equipamentos de combate também estão regulares.