Tradicionalista lamenta proibição da faca e afirma que os bons pagam pelos maus
Após mais três casos de vítimas esfaqueadas, na última sexta-feira (22) no Rio de Janeiro, a Câmara Federal dos Deputados decidiu desengavetar um projeto de lei, apresentado há 11 anos, que criminaliza o porte de arma branca nas ruas.
O objetivo é evitar que adolescentes e adultos usem facas para cometer crimes. A notícia abriu discussões no Rio Grande do Sul, onde a faca faz parte da indumentária e da cultura gaúcha. A população questiona, agora, se não vão poder andar com uma faca para descascar uma fruta ou cortar mato, em suas rotinas diárias.
O tradicionalista, Orlei Vargas Caramês explicou que na lida campeira a faca é uma ferramenta indispensável, livrando o gaúcho do perigo em situações como cortar uma corda presa no pé ao cair do cavalo, dentre outras. Ele lembrou que muita coisa mudou desde os tempos em que se dançava de faca e revolver na cintura e, infelizmente, a faca não pode circular no meio do povo. Para ele os bons pagam pelos maus.
Hoje, enquanto ainda não é crime portar uma faca, os eventos tradicionalistas regram o uso da ferramenta, permitindo apenas durante apresentações e não autorizando o seu porte em todos os momentos.