Trabalhadores dos Correios de Passo Fundo não vão aderir a paralisação nacional da categoria
Em 2012 as agências dos Correios de Passo Fundo tinham 60 carteiros na ativa, hoje são 47, quando o ideal seria 100. A falta de funcionários afeta os serviços de entrega de correspondências e de encomendas.Os bairros mais prejudicados são Vera Cruz, Santa Marta e São José, porque estão em regiões mais distantes.
Na Rádio Uirapuru, o diretor do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios em Passo Fundo, Josemar Lara, explicou que o quadro atual não consegue cumprir a demanda.Estudos do sindicato apontam que em 15 anos o número de cartas aumentou de 13 mil para 50 mil.Segundo Lara, hoje 60 mil cartas ou mais estão paradas.
Nesta sexta-feira, dia de Greve Geral, apenas 12% dos funcionários paralisou as atividades.Devido a baixa adesão, os Correios de Passo Fundo não vão aderir a paralisação nacional. Em todo o país, 33 sindicatos de um total de 36 aderiram à paralisação, entre eles o do Rio Grande do Sul.Ela ocorre principalmente na área operacional, dos carteiros.
Entre os motivos estão a falta de contratação de funcionários, contrário ao desmonte dos Correios com a demissão voluntária de funcionários e o fechamento de agências.Para o diretor, essas medidas causam dano não só ao trabalhador, mas também à sociedade.
Ressaltou que a empresa pública alega déficit financeiro, mas continua investindo e patrocinando esportes. Lara explicou que os Correios tiveram prejuízo financeiro na folha de pagamento com a criação de cargos de gerentes e de chefes, sem necessidade. Outro fator para o déficit é a terceirização do plano de saúde.
Conforme os Correios, a estatal teve um prejuízo estimado de R$ 400 milhões no primeiro trimestre desse ano, sendo que nos últimos dois anos foram registrados R$ 4 bilhões em prejuízos.