Skip to content

Transporte

Trabalhadores da Coleurb e Transpasso rejeitam proposta inicial de reajuste salarial e decidem por greve a partir de amanhã

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

Na última sexta-feira (11), os trabalhadores do transporte coletivo participaram de uma votação para decidir se aceitavam ou não a proposta de reajuste salarial feita pela Coleurb e Transpasso. Participaram 261 funcionários, 68 aceitaram a proposta, 83 queriam que o sindicato fizesse uma contraproposta às empresas e 106 votaram pela greve. Tiveram mais quatro votos nulos. A maioria não concordou com a oferta de aumento de 1% nos salários e de R$ 20 no ticket alimentação, que hoje está em R$ 340 para cada trabalhador.

 

Diante do impasse, a categoria optou por greve, a partir de amanhã, terça-feira (15). O sindicato informou a Coleurb e a Transpasso sobre o resultado ainda na sexta-feira. Ainda dentro da proposta, as duas companhias garantiram que se o valor da passagem for reajustado, os trabalhadores receberiam mais 1% no salário e mais R$ 20 no ticket. Esse parcelamento também desagradou a categoria. Segundo o sindicato, as empresas ainda podem melhorar a proposta evitando a paralisação. Juntas a Coleurb e a Transpasso detêm 70% das linhas de Passo Fundo, ao todo 33, com cerca de 550 trabalhadores.

 

Participando do programa repórter do povo e a municipalidade de sábado, o secretário de transportes e serviços gerais, Cristiam Thans explicou as empresas enviaram uma proposta de reajuste no valor das passagens a Prefeitura. O documento, porém, ainda passou pela sua secretaria, nem pelo Conselho Municipal de Transportes para análise. A documentação precisa ser aprovada pela Prefeitura. O último reajuste concedido as empresas aconteceu em janeiro de 2016, com aumento de 5,2%.

 

Thans explicou que município ainda aguarda a decisão do poder judiciário sobre a licitação do transporte coletivo, que segue paralisada. Disse que mesmo o contrato com a Transpasso e Coleurb estando vencido, as empresas continuam prestando o serviço na cidade, por ser considerado essencial. O Município precisa aguarda o retorno da justiça para poder abrir uma nova licitação e modernizar o atual serviço prestado.