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Saúde

Testagem anual de glicemia é recomendada a partir dos 40 anos, orienta médio

Públicado em Por RD Uirapuru / Suélen Kommers

O diabetes é uma doença crônica que atinge milhões de pessoas no Brasil e no mundo. Caracterizado pela elevação dos níveis de glicose no sangue, o problema pode provocar diversas complicações de saúde se não for adequadamente diagnosticado e controlado. Embora não tenha cura, o diabetes pode ser tratado com medicamentos e, principalmente, com mudanças no estilo de vida. A identificação precoce e o monitoramento frequente dos níveis glicêmicos são fundamentais para evitar a progressão da doença e reduzir riscos à saúde.

O tema foi abordado no quadro Saúde em Família, da Rádio Uirapuru, nesta quarta-feira (16), pelo médico Douglas Pedroso, que ressaltou a importância da testagem regular da glicemia, especialmente a partir dos 40 anos. De acordo com ele, mesmo pessoas sem diagnóstico de diabetes devem realizar exames periódicos, como glicemia e hemoglobina glicada, ao menos uma vez por ano. “A partir dos 40, pelo menos uma vez por ano deve-se fazer exames periódicos de glicemia, hemoglobina glicada e outras avaliações, sempre com acompanhamento médico”, orientou.

O médico também alertou sobre os cuidados após um episódio de diabetes gestacional. De acordo com ele, esse tipo de diabetes pode desaparecer após a gestação, mas há risco de evolução para um quadro crônico. “Ela principalmente tem que fazer controle”, afirmou, ao reforçar que o acompanhamento médico é essencial mesmo após o parto. Pedroso ainda destacou sintomas que podem indicar a presença do diabetes tipo 2, como sede constante, cãibras e aumento do volume e da frequência urinária.

Outro ponto abordado foi o entendimento sobre a natureza do diabetes. De acordo com Douglas Pedroso, a doença não tem cura, mas pode ser controlada com tratamento adequado e mudanças no estilo de vida. “Diabetes tem tratamento, mas tem que tratar pra sempre. Não cura, mas tem que tratar e tem que cuidar”, explicou. Ele afirmou que o controle glicêmico depende tanto da adesão ao uso de medicamentos quanto da alimentação equilibrada, da prática de atividades físicas e da rotina de autocuidado.

Pedroso também alertou para o estágio chamado de pré-diabetes, no qual a glicemia está alterada, mas ainda não caracteriza a doença. Neste caso, medidas não medicamentosas podem impedir o avanço para o diabetes. “Se ele tomar algumas medidas de estilo de vida, ele pode parar no pré-diabético, ele nunca vai ficar diabético”, destacou. Para o médico, a adoção precoce de hábitos saudáveis pode ter papel decisivo na prevenção.

Segundo ele, o tratamento do diabetes deve ser encarado como parte da vida cotidiana. Além do uso contínuo de medicamentos, o médico reforça que o sucesso do controle depende do envolvimento do paciente com as próprias escolhas. “Não depende exclusivamente de insulina ou remédio. Depende também de estilo de vida”, afirmou. Pedroso ainda destacou que cada caso deve ser avaliado individualmente pelo profissional de saúde.

O médico reforçou que, para qualquer suspeita ou sintoma relacionado ao diabetes, é fundamental procurar orientação médica. Ele lembrou que laboratórios não estão autorizados a realizar exames por conta própria, sem pedido formal do profissional. “Solicitação de exames é um ato médico”, explicou.