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Mundo

Terremoto que matou mais de 5 mil na Turquia e Síria foi agravado pela precariedade dos imóveis

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto

O mundo viu chocado a Síria e a Turquia passarem por mais uma tragédia humanitária, após um terremoto que alcançou a magnitude de 7,8 em uma escala que vai até 10, deixar, na mais recente contabilidade, mais de 5 mil mortos. Esse foi um dos abalos sísmicos mais mortais que ocorreram nas últimas décadas na Turquia, uma das zonas de terremotos mais ativas do mundo. O número de mortos pode ser superior, uma vez que há milhares de desaparecidos.

No entanto, em tempos de modernos equipamentos, em especial para previsão do tempo, ouvintes questionaram na Uirapuru se existe a possibilidade de criar um alerta, momentos antes de uma tragédia assim, poupando muitas vidas. Em entrevista na Uirapuru o geólogo Luiz Paulo Fragomeni explicou que o terremoto ocorre após as placas tectônicas sofrerem por longa fricção e acúmulo de energia.

Esta energia é liberada em suas bordas, gerando os tremores.  O Brasil está no centro de uma placa, não correndo este risco.  Mas a Turquia e Chile, por exemplo, estão em áreas de borda. No entanto, o Chile possui toda a sua arquitetura construída pensando nos terremotos.  Os prédios são preparados, por lei, para resistirem aos tremores.  Já na Turquia e Síria as pessoas mal tem uma habitação digna.

O resultado é que um terremoto lá é mais destrutivo do que no Chile.  As estruturas resistem menos do que no Chile, aumentando assim o número de vítimas.  Para Fragomeni a qualidade da construção civil é a chave.  Não há, conforme ele, como prever o dia e a intensidade dos terremotos, mas há como saber que de fato acontecerão.