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Política

Temer admite que ministros citados na Lava Jato devem deixar o cargo

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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Na manhã desta segunda-feira (17), o presidente Michel Temer negou que tenha conversado com os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva para costurar um pacto para conter danos da operação Lava Jato.

 

A suspeita é que existia um “acordão” com os ex-presidentes, e que o trio se reuniu para conversar sobre conter os efeitos das investigações.Temer disse que uma negociação nesse tipo seria “absolutamente inviável”.

 

“Fazer um acordão para solucionar os problemas que hoje estão entregues ao Judiciário, ao Ministério Público e acabar com o que está aí é absolutamente inviável. Eu não participo, não promovo e jamais fui questionado ou perguntado a respeito disso, se toparia fazer uma coisa dessa natureza”, declarou.

 

Temer afirmou que encontrou-se com Lula em fevereiro para prestar solidariedade pela internação da mulher do ex-presidente, Marisa Letícia, que morreu um dia depois da visita do peemedebista. Na ocasião, o ex-presidente pediu a ele uma conversa para tratar de reforma política.

 

O presidente também descartou a possibilidade de convocar uma Assembleia Constituinte para tratar da reforma política. Ele apontou a demora para o começo dos trabalhos como o principal problema e afirmou que a Lava Jato só é possível graças a constituição atual, de 1988.

 

No domingo (16), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso usou o Facebook para negar qualquer articulação com Temer e Lula.

 

Ministros investigados

 

Temer também admitiu ser provável que ministros atualmente implicados na Lava Jato peçam para deixar o cargo no governo com o avanço das investigações. “É muito provável que alguns ministros fiquem desconfortáveis e digam que não podem continuar”, afirmou.

 

Apesar disso, o presidente declarou que só afastará do cargo ministros alvos de denúncia do Ministério Público. “Eu não vou colocar para fora, não vou demitir, exonerar simplesmente quando alguém falou de outro. Quando houver provas robustas é quando eu vou tomar providências.”

 

A lista dos novos investigados na operação inclui oito ministros do governo Temer, deputados, senadores e governadores. A abertura de inquéritos foi autorizada pelo relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin com base nas delações de executivos e ex-executivos da Odebrecht.

 

Os ministros investigados são: Eliseu Padilha (PMDB), da Casa Civil; Moreira Franco (PMDB), da Secretaria-Geral da Presidência da República; Gilberto Kassab (PSD), da Ciência e Tecnologia; Helder Barbalho (PMDB), da Integração Nacional; Aloysio Nunes (PSDB), das Relações Exteriores; Blairo Maggi (PP), da Agricultura; Bruno Araújo (PSDB), das Cidades; e Marcos Pereira (PRB), da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

*G1