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Economia

Taxa de juros elevada e conflitos internacionais são responsáveis pela queda do dólar, avalia economista

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli
Taxa de juros elevada e conflitos internacionais são responsáveis pela queda do dólar, avalia economista
Taxa de juros elevada e conflitos internacionais são responsáveis pela queda do dólar, avalia economista

O dólar opera em queda nesta semana com as atenções internacionais voltadas para os temores de um conflito na Europa e a perspectiva de duras sanções internacionais contra a Rússia, após o presidente Vladimir Putin reconhecer duas regiões separatistas da Ucrânia como independentes e enviar tropas de apoio.

Na tarde de ontem (22), às 16h, a moeda norte-americana caía 0,79%, cotada a R$ 5,06. Na mínima do dia a moeda chegou a R$ 5,04. De acordo com a economista e professora de Economia da UPF, Cleide Moretto, ainda é cedo para avaliar quanto tempo o dólar ficará em baixa, pois o cenário econômico mundial é incerto. No entanto, a professora acredita que este é um momento do real valorizar.

Cleide destaca que o dólar elevado prejudica a economia brasileira, uma vez que inúmeros produtos e insumos são importados de fora do país e pagos com a moeda americana, encarecendo as negociações e atingindo o bolso dos consumidores. Desse modo, uma valorização do real seria fundamental para amenizar os preços elevados no Brasil, além de impactar na inflação.

De acordo com a economista, um dos motivos para a queda do dólar é a taxa básica de juros, a taxa Selic, que está elevada e impulsiona os investimentos de renda fixa, como a poupança, diminuindo a circulação de dinheiro no mercado, contribuindo para a valorização do real. Outro motivo é o conflito entre Rússia e Ucrânia, que faz com que as negociações internacionais sejam afetadas, causando a queda no preço do dólar.

Embora a moeda americana tenha desvalorizado, não devemos ter redução no preço dos combustíveis. Isso porque a perspectiva de sanções duras à Rússia aumentaram os temores de um impacto no fornecimento de bens como petróleo, trigo e níquel. O preço do barril era cotado em alta de mais de 3% nesta terça-feira, com o barril do tipo Brent se aproximando da marca de US$ 100 pela primeira vez desde 2014.