Tarso e Sartori focam eleitores do interior em debate promovido pela Agert e Sindirádio
Os candidatos ao governo do Rio Grande do Sul no segundo turno das eleições participaram de debate promovido pela Associação Gaúcha das Emissoras de Rádio e TV (Agert) e pelo Sindicato das Empresas de Rádio e TV do Estado (SindiRádio) que ocorreu, na manhã de ontem, em Porto Alegre. O debate foi dividido em três blocos.
No primeiro, os candidatos tiveram dois minutos para a apresentação inicial, conforme ordem definida por sorteio. Após teve início a rodada de perguntas de tema livre entre os oponentes. O terceiro bloco foi reservado para as considerações finais de Tarso e Sartori, que tiveram dois minutos para se dirigir ao eleitor.
A quatro dias das eleições, Tarso Genro e Sartori miraram no eleitor do Interior do Estado e tiveram embates pontuais sobre as propostas de governo.Sartori, após suas manifestações iniciais abriu a rodada de perguntas.
Disse que ao contrário do que está sendo propagado pela campanha de Tarso, tem propostas para governar o Rio Grande do Sul e implantar uma gestão que contribua para o desenvolvimento do Estado. Além disso, voltou a criticar o adversário por se apoiar em problemas do passado e requentar propostas que já foram apresentadas em anos anteriores e que não foram cumpridas pelo atual governador.
Por sua vez , Tarso Genro citou que o candidato adversário nos últimos dias está desmentindo afirmações feitas durante a campanha, de que não iria falar do passado e que não faria campanha agressiva. Para Tarso o Rio Grande do Sul nos últimos quatro anos teve muitos avanços e muito ainda poderá fazer pelos gaúchos.
Temas como dívida do estado com a União, saúde pública, segurança pública foram predominantes no debate. O candidato a reeleição questionou Sartori sobre quais as áreas a serem afetadas pelo corte de despesas caso seja eleito.
Sartori respondeu que vai lutar pela redução do valor da parcela paga ao Governo Federal, sem mencionar corte nos investimentos. Ele trouxe à discussão o tema da segurança pública, perguntando o que mudará caso aconteça à reeleição.
Tarso respondeu que a segurança pública melhorou em alguns setores e estabilizou em outros. Citou o esvaziamento do Presídio Central como um dos avanços.
O presidente da Agert, Roberto Cervo Melão, destacou que o encontro foi uma demonstração do clima da reta final da campanha, ressaltando o protagonismo do rádio em momentos decisivos da vida política do Estado.